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Segundo dia da Expofeira reúne lançamentos literários, conferência e exposições

Programação dos 89 anos da Academia Acreana de Letras valorizou histórias de vida, a cultura dos seringais e a memória do cinema acreano

01/11/2026 às 06h34 Atualizada em 01/11/2026 às 08h28
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
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O presidente José Dourado representou suas irmãs autoras
O presidente José Dourado representou suas irmãs autoras

O segundo dia da programação comemorativa pelos 89 anos da Academia Acreana de Letras (AAL) e da 1ª Expofeira Cultural e Científica reuniu literatura, cinema e artes visuais no Museu dos Povos Acreanos. A agenda desta sexta-feira, 30 de outubro, incluiu lançamentos de livros, conferência sobre os primórdios do cinema no Acre e exposições.

A tarde dedicada à motivação à leitura apresentou obras de diferentes gêneros e trajetórias. Cesária Édina lançou Um amor infinito muito além da vida, relato real marcado por amor, perda, dor e superação, que ela compartilhou emocionada com o público.

“Mais do que lançar um livro, tive a certeza de algo que tem guiado meus passos: descobri a minha missão de alma e o meu verdadeiro chamado. Um dos meus dons é ser memorialista. Cuidar da memória, guardar histórias que o tempo não pode apagar, resgatar afetos e escrever biografias é o meu jeito de abraçar o mundo”, afirmou a autora.

Carlos Pontes também lançou um romance ambientado no seringal, com uma história de amor e tragédia, suspense e figuras lendárias das matas acreanas, em uma narrativa marcada pelo realismo mágico.

A programação literária apresentou ainda obras da família Dourado que registram a vida e a cultura dos seringais: Um seringal diferente: memórias compartilhadas, de Maria Sevy; Uma história de vida e fé: padre Paulino Baldassari, de Maria Mavy; e Espaços de peregrinação: a devoção nas estradas de seringa. O presidente da AAL, José Dourado, representou as irmãs autoras.

O delegado aposentado José Barbosa apresentou Guerreiros na Selva, saga romanceada sobre os soldados da borracha.

A escritora Edir Figueira Marques participou com a exposição de suas obras e com o banner do poema Seio Envenenado, de sua autoria. A programação também contou com a exposição fotográfica O que vi por onde andei, de Nilda Dantas e Olhar cotidiano de Marcos Borges.

À noite, o doutor Hélio Moreira ministrou a conferência “Cinema acreano: 54 anos de tempos heróicos”, dedicada aos primórdios da produção cinematográfica no estado.

A 1ª Expofeira Cultural e Científica segue até 15 de novembro, com atividades e exposições que reúnem escritores, fotógrafos, artistas visuais e outros representantes da produção cultural acreana. A AJEB Acre é parceira da programação comemorativa.

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