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O turismo que respeita a natureza e de base comunitária pode se tornar importante opção econômica para o estado

26/01/2022 às 09h38 Atualizada em 29/01/2022 às 10h07
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
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Cassiano Marques defendeu que o turismo do futuro deve valorizar as comunidades tradicionais.
Cassiano Marques defendeu que o turismo do futuro deve valorizar as comunidades tradicionais.

Projeto
O governador vetou integralmente projeto do deputado Jenilson Leite que previa o fortalecimento do turismo nas aldeias e junto às comunidades indígenas, chamado de etnoturismo. Uma lei que seria importante para o estado e que aponta uma vertente fundamental para o futuro das atividades turísticas de base comunitária, que é a tendência mundial.

Veto
Não se pode dizer que o governador esteja todo errado no veto. Na verdade, a lei deveria prever, para ser efetivada, a ampla consulta às comunidades e aldeias indígenas, uma das razões da recusa do governador. Isso poderia ser feito de forma tranquila, pois a proposta tem tudo para interessar às várias etnias e ao desenvolvimento do turismo. Agora é não deixar o tema ser esquecido e fazer a coisa do jeito certo.

Futuro
Em sua apresentação no painel “Sustentabilidade e Turismo”, Turistech Zone, dentro da Rio Innovation Week 2022 (RIW), neste mês, o advogado e empresário acreano Cassiano Marques destacou que esse turismo que respeita a natureza e de base comunitária pode se tornar importante opção econômica para o estado, com empoderamento das aldeias, valorização da cultura tradicional e no incentivo a atividades que levem a uma experiência enriquecedora de convivência e compreensão da realidade. Vale a pena insistir no tema.

Revoltante
A imagem do dia, que demorará a sair da memória de cada pessoa com um mínimo de sentimentos, é a da senhora com visíveis problemas mentais que deu à luz seu filho no meio da rua, na porta da Maternidade. Chocante, impactante.

Culpa
Seria muito simplista acusar a Maternidade de descaso, sem ter a visão completa do caso. Ao que parece, a parturiente em questão sequer entrou no hospital, antes do parto sem assistência. Na filmagem que viralizou, a senhora não aparenta ter qualquer reação, parece entorpecida, com o bebê jogado no chão sujo de sangue do parto. É um caso que precisa ser analisado sobre muitas óticas diferentes.

Cuidado
Em primeiro lugar, o que salta aos olhos é a omissão anterior do poder público com essa mulher. Uma gestação dura nove meses e é muito claro que ela estava sem a assistência necessária, tanto do ponto de vista material, médico, psicológico e psiquiátrico. Ela deveria estar sendo acompanhada em exames pré-natais, em tratamento se for dependente de drogas que podem afetar o bebê, acolhida em abrigo ou similar, amparada até na busca do pai, já que filhos não se geram sozinhos. A impressão é que a sociedade como um todo falhou. A empatia está acabando.

Poema
A situação dessa parturiente desassistida e desorientada lembra o famoso poema da Manuel Bandeira: “Vi ontem um bicho/ Na imundície do pátio/ Catando comida entre os detritos./Quando achava alguma coisa,/ Não examinava nem cheirava:/ Engolia com voracidade./ O bicho não era um cão,/Não era um gato,/Não era um rato./ O bicho, meu Deus, era um homem”. Nada mais atual. A informação é que a mãe passa por atendimento mental especializado, a criança está passando bem e será levada a um abrigo ou lar substituto.

Indiferença
Em tempo: nos dias atuais, filmar um recém-nascido, chorando, se debatendo na calçada, para causar nas redes sociais, parece ser mais importante que acolher a criança e a mãe.

Imagem
Outra imagem que marcou o dia foi da visita do secretário Cirleudo Alencar, da Infraestrutura, à Cidade do Povo. Não tanto pela disposição do secretário em visitar uma área que o próprio prefeito admite que abandonou. Mas pela presença, junto dele, do militante entusiasmado Rui Birico, a gritar pelas ruas que aquela era uma ação do governador Gladson Cameli, que o secretário Cirleudo estava ali para resolver os problemas. Patético. Nem o secretário, nem o governador precisam dessa puxação de saco explícita.

Absorventes
A secretária de Educação, Socorro Neri postou em suas redes a assinatura de autorização para que seja aberta licitação para a compra de absorventes a serem distribuídos nas escolas públicas do estado. Uma excelente notícia, em que cumpre recente lei aprovada à unanimidade pela ALEAC.

Susto
Não é provocação, mas a prefeitura da capital parece que quer afrontar o cidadão. Depois do caos no transporte público, da vergonha do projeto de reforma administrativa, agora, no primeiro mês da municipalização da distribuição de água, as contas estão chegando aos consumidores com valores de até o dobro do que era cobrado. É ou não é provocação do “careca”, como já está sendo chamado o prefeito?

Mutirão
O mutirão da vacinação contra covid-19, promovido pelo governo do estado na esplanada do Palácio Rio Branco, é uma ótima oportunidade para recuperar o tempo perdido e se imunizar. Todos podem pôr em dia a caderneta da vacina. O horário é adequado, das 16 às 20 horas. A vacina salva.

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