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Política Opinião

ACRE EM NOTAS | 139 anos

Rio Branco em seus 139 anos sempre foi sinônimo de acolhimento. É um caldeirão de etnias, culturas, origens

28/12/2021 12h37
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Rio Branco completa 139 anos de fundação. Foto: Cassiano Marques
Rio Branco completa 139 anos de fundação. Foto: Cassiano Marques

Vice
O vice-governador do Acre, major Wherles Rocha, apresentou melhora na manhã desta terça-feira, 28. Segundo a família, ele não teve febre, está com o quadro estável e aguardando autorização do chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para ser transferido para a cidade de São Paulo. Na última segunda-feira, 27, major Rocha deu entrada na UTI do Hospital Santa Juliana, após uma cirurgia para retirada da vesícula e drenagem da cavidade abdominal. A equipe do vice-governador havia informado que o quadro dele era estável, e que só foi necessário levá-lo à UTI para “acelerar o processo de recuperação”

139 anos
Rio Branco em seus 139 anos sempre foi sinônimo de acolhimento. É um caldeirão de etnias, culturas, origens. A capital do Acre, já foi destino de milhares de nordestinos afugentados pelas grandes secas do fim do século passado e pelo flagelo, retratado por Rachel de Queiroz. Homens que se sujeitavam à servidão dos seringais para não morrer de fome, mas que criaram, com sua fibra, a riqueza do povo acreano, junto com os indígenas, os imigrantes - sírios e libaneses-  e depois, gente de todo o Brasil aqui recebida de braços abertos.

Homenagem
Homens e mulheres nascidos nessa curva de Rio merecem homenagem à sua força, à resiliência, à fibra. Outros que vieram de longe, mas se tornaram gente desta terra que escolheram amar. A todos Rio Branco abraçou.

Acreanidade
Aqui se tem um sentimento de acreanidade, que se assemelha ao princípio filosófico de Euclides da Cunha que disse mais ou menos o seguinte: "Nestas terras há uma seleção (que não é natural) telúrica na qual os fortes permanecem e os fracos morrem ou vão embora". Para permanecer em condições tão adversas é preciso aprender a amar e amar para aprender.

Muro baixo
Mas Rio Branco é também a terra de muros baixos e de incoerências.  Basta ver os últimos episódios políticos que lembram isso de um modo assustador. Que a cidade possa respirar bons ares e ter governantes que façam mais e melhor por Rio Branco e sua gente.

Impeachment
Enquanto a maioria dos partidos e políticos com mandato silenciam diante das gravidades trazidas à luz pela Operação Ptolomeu, o presidente da Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Estado do Acre, Isaac Ronaltti, anunciou que a entidade irá demandar à Assembleia Legislativa a abertura de processo de impeachment do governador Gladson Cameli. Tem gente apostando nota de três reais sobre o destino do pedido pelo deputado Nicolau Júnior, presidente da “Augusta Casa” e irmão da esposa do governador (ela também uma das investigadas pela operação da Polícia Federal).

Serão omissos?
Com a palavra os nobres deputados e seu presidente, que não podem em hipótese alguma usar de leniência e corporativismo. Toda vez que alguém silencia diante de um caso grave como esse, a pessoa é conivente com o que está acontecendo.
Só falta virem com o argumento que o caso já está sob investigação da Ministério Público Federal ...

Bujariense
A Câmara Municipal do Bujari outorgou ontem (27/12) homenagens de Cidadão Bujariense à diversas personalidades, moradores e pessoas que contribuíram com a história do desenvolvimento do vizinho munícipio da capital. Um dos agraciados foi Lourival Marques de Oliveira, filho do saudoso desembargador Lourival Marques, e ex deputado estadual e ex secretário de Estado de Agricultura e Produção Familiar. A homenagem foi entregue pelo vereador Jairo Pinheiro em reconhecimento às ações do mandato e da atuação do Louro Marques à frente da secretaria em prol dos munícipes, especialmente agricultores familiares. Parabéns!

Não essencial
Segundo auditoria do TCU, em 2020 o Ministério da Defesa gastou R$ 535 mil com itens não essenciais com uma verba que deveria ser utilizada para custear políticas contra a pandemia. Enquanto o cidadão morria de Covid-19, o General comia picanha e outras guloseimas. Motivo para chorar não falta neste país.

Menosprezo 
Fim de ano trágico na Bahia: chuvas em série provocam enchentes, mortes e desalojam moradores no Estado. A Bahia sofre e o presidente Jair Bolsonaro está de boas na praia. 430 mil baianos atingidos pelo ciclone, 20 mortos, e o presidente da República, que voltou há 4 dias do Guarujá, foi para São Francisco do Sul para completar 13 dias de férias ao mar. Um escárnio contra os brasileiros.

Idiotas
A primeira missão de um governante, se não pode enfrentar os problemas que poderia ter evitado, se agisse preventivamente é, pelo menos, mostrar solidariedade e liderança para mobilizar a sociedade, para manter o ânimo, para coordenar a ajuda. O presidente Bolsonaro não sabe o que é isso. Os idiotas são muitos, alguns se tornam presidentes.

Que país!
A incrível história do homem que nunca trabalhou e ainda tirou férias. Seria cômico se não fosse trágico. Bolsonaro poderia pedir pelo menos aos generais para interromperem o churrasco com picanha e vinho, e enviarem tropas de socorro à Bahia, né? Que país é esse, senhores!

Calma senhora!
E aqueles que defendem Bolsonaro com críticas ao Lula, um recado: Calma senhora, Lula só assume em 2023. Quem tá gastando dinheiro do povo é o Bozo.

Expulsão
O médico Bruno Caramelli pediu a expulsão do Ministro Marcelo Queiroga da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Bruno diz que a categoria recebeu com horror consulta pública do Ministério da Saúde sobre vacinação em crianças. Não é pra menos. O site Metrópole aponta um estudo que mostra que as mortes de crianças por covid-19 superam a média anual de óbitos por doenças circulatórias, paralisia cerebral e câncer no cérebro, algumas das principais causas de mortalidade nessa idade de 5 a 11 anos no Brasil.

Anti gestão
Alguém já viu o filme “Não olhe para cima”? Está na Netflix e parece inspirado no realismo fantástico da (anti)gestão ambiental do Brasil. Vale também para o desprezo à saúde, educação, ciência e tecnologia.

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