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Política Opinião

ACRE EM NOTAS | Operação Ptolomeu

A Operação Ptolomeu apura desvio de recursos públicos do estado na ordem de R$ 800 milhões, sem especificar, até agora, a natureza dos ilícitos detectados

22/12/2021 18h06
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
ACRE EM NOTAS | Operação Ptolomeu

Operação Ptolomeu
A Polícia Federal desencadeou hoje a segunda fase da Operação Ptolomeu e prendeu a chefe de gabinete do governador, Rosângela Gama, por ordem expedida pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça. A justificativa é que ela comandaria um esquema de ocultação de provas e documentos investigados pela PF.

Sem especificar
Além dessa prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e empresas de pessoas ligadas à área de comunicação do governo que foram levadas para prestar depoimento na Polícia Federal. A Operação Ptolomeu apura desvio de recursos públicos do estado na ordem de R$ 800 milhões, sem especificar, até agora, a natureza dos ilícitos detectados.

Obstrução
O dia sequer havia amanhecido quando as viaturas da Polícia Federal saíram da sede em Rio Branco para cumprir os mandados judiciais. A chefe de gabinete do governador, Rosângela Gama, já tinha sido alvo da primeira etapa da operação realizada na semana passada quando os policiais cumpriram mandado na sua residência. Dessa vez, ela foi formalmente acusada de obstrução a investigação a organização criminosa, junto com mais cinco pessoas.

Desconhecimento
De acordo com a PF, a segunda fase da Operação Ptolomeu precisou ser antecipada porque um grupo teria se reunido para destruir provas essenciais ao inquérito. Entretanto, desde a primeira fase o foco exato da operação é obscuro e nenhuma acusação formal foi feita. Também não há direito ao contraditório, à livre defesa, à paridade de armas, exigência do estado de direito. As pessoas investigadas e presas não têm conhecimento do teor das acusações que pesam sobre elas.

Novo inquérito
Novo inquérito foi aberto hoje, por ordem da Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Nancy Andrighi, para investigar suposto crime de obstrução a investigação. Na primeira etapa da operação Ptolomeu, 4 assessores diretos do governador foram afastados de suas funções por determinação judicial. Não se sabe se outros serão adicionados a essa relação.

Nota oficial
O governo divulgou nota oficial manifestando respeito e afirmando que colabora com todos os passos da investigação, ressaltando que o governo sempre agiu dentro da legalidade e do interesse público.

Acre em manchete
Com a Operação Ptolomeu, o governador do Acre, Gladson Cameli, foi destaque nos principais sites, tvs e rádios do Brasil, ocupando as manchetes de primeira página. Já aqui no Acre, além desse Acreaovivo.com, foram poucos os veículos de impressa que publicaram notícias sobre a operação. Por que será?

Adufac
A professora doutora Letícia Mamed, do Departamento de Ciências Sociais e Jornalismo da UFAC, é a segunda mulher a assumir a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre, a Adufac, em 42 anos de existência. Dos 420 aptos a votarem em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, cerca de cinquenta por cento compareceram às urnas.

Evasivo
As evasivas do ministro da saúde Marcelo Queiroga em relação à imunização de crianças repetem o comportamento do seu antecessor, Eduardo Pazuello. Em 16 de dezembro de 2020, ao anunciar o Programa Nacional de Imunização, o general saiu-se com uma de suas famosas frases. “Para que essa ansiedade? Para que essa angústia?”

Morosidade
A imunização contra a covid-19 no Brasil começou um mês depois, em 17 de janeiro de 2021. A julgar pelo comportamento de Queiroga, o governo ainda não se vacinou contra o vírus da morosidade e da inércia.

Dois mundos
A mídia destacando o mundo se fechando pra conter a ômicron. E no Brasil, prefeitos e governadores se empenhando em fazer acontecer carnaval, festa de ano novo, promovendo a aglomeração, além do questionamento a respeito da vacinação em crianças. Parece que vivemos em dois mundos, o real e o Brasil.

Promessa
Do historiador Marcos Vinicius Neves: “Na campanha eleitoral Bocalon disse que ia acabar com os problemas do transporte público. Acabou mesmo, nem ônibus tem mais na cidade e o povo que se lasque...”

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