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Cultura Por Edir Marques

QUE SERÁ? SERÁ! | DÚVIDA E ESPERANÇA

Felizmente, meus anjos protetores não me deixam abater

21/11/2021 06h59 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Edir Figueira Marques durante o lançamento do livro QUE SERÁ? SERÁ! Da dúvida à esperança na cura do câncer. Foto: divulgação / EME Amazônia Editora
Edir Figueira Marques durante o lançamento do livro QUE SERÁ? SERÁ! Da dúvida à esperança na cura do câncer. Foto: divulgação / EME Amazônia Editora

Por Edir Figueira Marques

Rio Branco, 26 de setembro de 2020

Faz um tempo que não registro as ocorrências, já estando atrasada muitos dias antes. Não sei o que está me travando.

Será por não saber o ­ final desta história? Ou se o fim ­ não me será agradável?

Todos queremos um ­ final feliz.

Qual será? Uma história sem ­fim? Inacabada?

Estas incertezas me levaram a depositar em versos a minha DÚVIDA E ESPERANÇA!

Como a menina que fui, obediente,
Lutei contra a doença que não tem vacina.
Aceitei, sem questionar, diariamente,
A terapêutica, ­fiel aos preceitos da medicina.

Se minha cura depender do meu agir,
Cumpridora das orientações dos doutores,
Viverei por mais um tempo, se Deus me permitir,
Até o momento de meus últimos estertores!

Mas, ao chegar a hora da alta receber,
Em que me segurar na esperança de viver?
Sinto-me sem rumo, sem o amparo da ciência.
A quem entregar o controle de minha existência?

Recorro à fé, em minha religiosidade.
Mas sou tão descrente, a dúvida me assalta!
Sinto que não sei tudo com profundidade.
Sou curiosa, procuro a informação que falta.

Não quero perguntar, por temer a cruel verdade.
Mas busco saber, nas entrelinhas, o recado:
Tenho uma doença em que há de ter cuidado.
Ela pode retornar, insidiosa! É a realidade.

Esmoreço! Vale a pena lutar?
Consumir os últimos instantes em tratamento?
Ou desfrutar do tempo que me restar,
De forma intensa, me divertindo, vivendo?

Recorro-me a Deus: - console-me, suplico!
Tenha misericórdia, Jesus, desta impenitente!
Então, por minutos, esperançosa ­fico!
Mas a dúvida, porém, é sempre recorrente.

No entanto, não tenho o direito de pensar assim. Não me faltam estímulos e incentivos. Deus! perdoe-me por esta ingratidão!

Felizmente, meus anjos protetores não me deixam abater. Além da família e do meu poeta, diariamente, pela manhã e à noite, recebo mensagens de otimismo e de fé, de caráter religioso de minha amiga Zilnízia e de minha cunhada Iris, além de outras amigas, que me consolam e estimulam, quando deixo transparecer meu pessimismo e descrença. Como me fazem bem!

Este quase um ano de isolamento em São Paulo tem agravado meu estado psicológico, pois são raras as visitas, não converso com as amigas, a não ser pelo whatsapp, não vejo os parentes.

Temos dois grupos de conversa:

ANOS DOURADOS, formado por várias senhoras, a maioria viúvas, da mesma faixa etária, criado por Dona Iolanda, de saudosa memória. Em tempos normais, reuníamo-nos para comemorar aniversários ou mesmo para matar as saudades, ouvindo música, recordando os anos 60 e 70.

O outro grupo - CLÁSSICOS DA PEDAGOGIA - é formado pelas colegas de Pedagogia da nossa Universidade Federal do Acre, que também era bem animado, tendo como liderança a professora Jorgete Nemetala, que promovia festinhas muito divertidas.

Estas companheiras, em momentos em que me sentia em depressão, desanimada e triste, foram mais um grande apoio que tive, com palavras carinhosas de estímulo! Algumas delas, ou alguns da família, também já passaram por este sofrimento que agora estou vivendo. E, graças a Deus, estão curadas.

Por todo o período, em São Paulo, recebi, para minha alegria, a visita da amiga de nosso grupo “Anos Dourados”, a afetuosa Dinah Araujo, que veio com o genro, muito atenciosos, e que me ofertaram uma bela orquídea branca.

A querida Adel Carvalho, sogra de meu ­filho e amiga de muitos anos, fez-me surpresa, durante o carnaval, levando com ela a filha do Sr. Pinho, a Normélia, que reside em São Paulo e que não via há anos.

Foram visitas em época anterior às recomendações de isolamento.

***

QUE SERÁ? SERÁ! Da dúvida à esperança na cura do câncer / Edir Figueira Marques. -- Rio Branco, AC: EME Amazônia Editora, 2021.
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Edir Figueira Marques
Sobre Edir Figueira Marques
Professora, mestre em pedagogia, escritora e poetisa.
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