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TAGARELICES| Domingamos sem Marília

Marília Mendonça se foi com apenas 26 anos. Uma menina.

07/11/2021 22h42 Atualizada há 4 semanas
Por: Socorro Camelo Fonte: Redação
TAGARELICES| Domingamos sem Marília

Por Socorro Camelo


DOMINGAMOS SEM MARÍLIA 

Domingamos num Brasil mais triste.

Vazio nos lugares mais invadidos com a notícia do acidente em Minas Gerais, que encerrou prematuramente a carreira da jovem goiana nascida em Cristianópolis.

Marília Mendonça se foi com apenas 26 anos. Uma menina. A emoção em estado puro. Uma voz grave e potente que emocionou o Brasil até o último dia de vida. 

Passional, talentosa, emotiva. A força sentimental de Marília Mendonça arrebatou o coração de milhões de fãs, e quebrou paradigmas na música popular brasileira. Ela rompeu a hegemonia masculina da música sertaneja, segmento dominado por duplas há décadas. A precursora do que se convencionou chamar de "feminejo", gênero que valoriza a sentimentalidade feminina. E isso não é pouca coisa não. 

Marilia tinha um quê de visionária. Um meteoro cheio de energia e talento que passou na Terra, sem dúvida. 

 

IMPERMANENTE

De pregar a alma da gente na parede , não é ? A morte de Marília é a senha definitiva para que a gente entenda que é preciso priorizar pessoas. Com escuta e atenção, que são sinônimos de amor. 

E que não é o caminho adiar a conversa, o café, o pedido de desculpas, o “eu te amo”… o famoso deixa-pra-a-eternidade-o-que-se-pode-fazer-hoje porque nunca acreditamos que as coisas são impermanentes.  E elas são. Tudo é. 

E também somos .

Nosso maior engano é levar a vida como quem vai ficar aqui para sempre.

 

COMO TURISTAS 

A vida seria muito mais simples se a gente assumisse a nossa verdadeira condição de turista neste lindo planetinha azul. Porque so dessa forma, a gente conseguiria a toda hora maravilhar-se com as coisas lindas que no nosso dia a dia atribulado não conseguimos mais enxergar. 

Lembro de observar minha filha, pequena ainda, quando viajamos ao Chile, ela rapidamente na praia, fazendo amizades com outras garotinhas. Nacionalidades tão diferente e em nenhum momento, a língua foi barreira para elas. Brincaram juntas por horas. Como se conhecessem a linguagem universal. Quando crescemos, o mundo se complica demais. As divertidas brincadeiras transformam-se nos sofridos empregos, e as grandes amizades da infância são substituídas pelos relacionamentos superficiais. Temos vergonha de cantar. Declamar uma poesia? Nem pensar. Para dançar, só se entrar numa escola. Representar passa a ser coisa de profissionais. E os adultos estão sempre cansados... inclusive nas férias.

Evoluímos e nos cercamos de conforto, mas ao mesmo tempo é como estar num local de permanente neblina. Vamos perdendo a capacidade de nos maravilhar com a natureza. Perdemos a sensibilidade e a delicadeza. E por isso acabamos falando mais alto para sermos ouvidos, comendo mais para ficarmos satisfeitos, acendendo mais luzes para enxergarmos, usando perfumes mais fortes para sentirmos a fragrância, criando músicas mais barulhentas, dirigindo carros mais rápidos...

 

DOMINGO

Boa parte da minha infância passei escutando RC, Nelson Gonçalves, Roberta Miranda, Altemar Dutra e volta e meia brigava com a minha mãe pra não ter que escutar as músicas dela  aos domingos. E quando chega o fim de semana sinto um cheirinho de comida do quintal da vizinha  e eu lembro dela, toda viva, preparando um bife delicioso, e ouvindo essas musicas (que aprendi a gostar também) . E aí um nó na garganta teima em dizer que o que eu queria mesmo era mais tempo com ela , mais tempo de conversa, mais tempo pra abraçar, mais tempo pra correr contra o tempo e fazer tudo que fosse possível para  ela ficar. Há domingos e domingos.  

Daí, de onde você tiver: Beijos cheios de amor e saudades mãe!

 

VEM

Tem dias que eu acordo querendo te contar, tagarelar ou fofocar sobre tudo que eu aprendi e vi desde a ultima vez em que a gente se encontrou. Você ia gargalhar de alguns “micos”, ia amar outros e se irritar também, porque uma hora sempre aparece aquele meu ladinho sádico miserável, que fica querendo puxar coisas de 1900 e votê, que você odeia. 

Mas se você vier, prometo que vamos fazer alguma coisa incrivel que eu ainda não sei qual é. Talvez fofocar muito. Talvez falar mal de alguém. Escutar Gun’s. Talvez tomar corona, a cerveja(Só uma pra mim, senão vou ficar de porre e aí não, né). Faremos qualquer coisa que não a coluna que tenho que escrever, o livro que tenho que entregar, o texto que tenho que estudar, os textos do site  que tenho que acabar. Só nós,fazendo um uso bonito da nossa amizade. E se tudo der certo, se empanturrando com um risoto no Tucupi. Vem!!!

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