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Saúde Coronavírus

Estudo da Fiocruz avalia nível de proteção das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer

A pesquisa ainda precisa ser revisada por outros cientistas, mas já concluiu que a proteção é maior quando o esquema vacinal é completo, no entanto, diminui conforme aumenta a idade dos vacinados

18/09/2021 09h15
Por: Denis Henrique Fonte: Olhar Digital | Agência Brasil
Estudo da Fiocruz avalia nível de proteção das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou uma pesquisa para medir a eficácia das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. O intuito do estudo é comprovar que as vacinas evitaram casos graves e até óbitos causados pela Covid-19.

A pesquisa ainda precisa ser revisada por outros cientistas, mas já concluiu que a proteção é maior quando o esquema vacinal é completo, no entanto, diminui conforme aumenta a idade dos vacinados.

Os dados da pesquisa foram colhidos entre 17 de janeiro e 19 de julho e foram utilizadas as bases de dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), com mais de 66 milhões de registros no total, abrangendo doses aplicadas e casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

De acordo com o estudo, em adultos com esquema vacinal completa da AstraZeneca tem uma efetividade contra óbitos varia de 97,9%, entre as pessoas com 20 a 39 anos, a 84,6%, entre quem tem mais de 80 anos. Para os casos graves, a efetividade mais alta foi na população de 40 a 59 anos (90,4%), e a mais baixa também ocorreu entre os maiores de 80 anos: 66,7%.

No caso do esquema completo da CoronaVac, a efetividade contra óbitos foi de 82,7% na população de 40 a 59 anos, e de 45% na população com mais de 80 anos. Contra casos graves, a efetividade do esquema completo dessa vacina chega a 60,8% entre os idosos de 60 a 79 anos, mas cai para 29,6% com mais de 80 anos.

A efetividade do esquema vacinal completo da Pfizer não foi avaliada separadamente pois é administrada no país com intervalo de 12 semanas entre as duas doses, o que fez ter um baixo número de segundas doses aplicadas no período estudado.

Porém, analisando apenas a primeira dose do imunizante foi possível concluir que a efetividade contra mortes chegou a 89% nas faixas etárias de 40 a 59 anos e, de 60 a 79 anos foi de cerca de 81%. Entre os mais jovens, a efetividade atingiu 86,1% contra mortes e 64,7% contra casos graves.

Ao somar as três vacinas o estudo apontou que houve uma efetividade contra mortes de 51,4% nos idosos com mais de 80 anos, de 71,8% na faixa etária de 60 a 79 anos, e de 84,5% para a população de 40 a 59 anos. Esses percentuais caem para 35,9%, 61% e 73,6% na efetividade contra casos graves.

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