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Barreira sanitária será montada na BR 364, no Rio Liberdade, visando impedir disseminação de praga do cacaueiro

A praga, que também ataca o cupuaçu, foi confirmada há um mês em uma propriedade na zona urbana de Cruzeiro do Sul e nesta quinta-feira, 26, mais focos foram descobertos em Mâncio Lima

28/08/2021 09h11
Por: Denis Henrique Fonte: Acreaovivo.com | Juruá Online
Barreira sanitária será montada na BR 364, no Rio Liberdade, visando impedir disseminação de praga do cacaueiro

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, declarou nesta sexta feira, 27, estado de emergência fitossanitária de um ano para a praga moniliophthora roreri, monilíase do cacaueiro, nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia e a partir de segunda, 30, equipes do Instituto de Defesa Animal e Agroflorestal- IDAF e da Polícia Militar vão montar uma barreira sanitária na BR-364 na altura do Rio Liberdade.

“A barreira será de 24 horas e o objetivo é evitar que a praga se espalhe para o restante do Brasil”, explicou o diretor do Idaf do Acre, José Francisco Thun.

A praga, que também ataca o cupuaçu, foi confirmada há um mês em uma propriedade na zona urbana de Cruzeiro do Sul e nesta quinta-feira, 26, mais focos foram descobertos em Mâncio Lima. A praga, segundo o MAPA, deve ter vindo do Peru.

O objetivo da Declaração de Emergência é reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu.

Desde a confirmação da ocorrência da praga equipes compostas por profissionais do Mapa, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal IDAF/AC, da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia IDARON/RO, da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas ADAF/AM, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa e da Universidade de Brasília – UnB, estão em Cruzeiro do Sul fazendo varredura completa na área considerada como de maior risco de detecção de possíveis novos focos da praga.

O representante do MAPA que está em Cruzeiro, Carlos Goulart, pede apoio da comunidade. “Nós não vamos multar ou autuar propriedades. O objetivo é buscar e tratar as áreas atingidas”, pontua.

Nos próximos dias será publicado um ato complementar com o detalhamento das medidas a serem adotadas por cada estado, conforme o nível de risco e particularidades de cada, podendo englobar ações específicas relacionadas à fiscalização do trânsito de plantas hospedeiras, ao manejo preventivo da praga em áreas produtivas, campanhas de educação fitossanitária, mapeamento e eliminação de plantas.

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