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AlFeNiM CoM RaPaDuRa | Atravessei montes e cascatas

Nesse galope, atravessei riachos, cascatas, montes, árvores esparsas e milenares, fontes e, bem antes que o meu ânimo perdesse o vigor, ainda tive tempo de perceber que a terra é mais azul do que imaginamos

20/07/2021 17h18
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
AlFeNiM CoM RaPaDuRa | Atravessei montes e cascatas

Por Mauro Modesto

Atravessei montes e cascatas

Ao raiar do dia, vi meu alazão e, sem pestanejar, botei a sela no meu cavalo de estimação, comecei a cavalgar pela relva ainda molhada, onde a paz se espalhava e a liberdade se cruzava com a tão sonhada felicidade.

Nesse galope, atravessei riachos, cascatas, montes, árvores esparsas e milenares, fontes e, bem antes que o meu ânimo perdesse o vigor, ainda tive tempo de perceber que a terra é mais azul do que imaginamos. Não é um azul monótono, associado à tristeza, mas aquele azul do mar, do céu infinito, um azul bem mais bonito!

A vida é feita de sentimentos

A vida é feita de esperanças,
tristezas e saudades;
de poesias que cantam o seu nome;
do crepúsculo
mergulhado no lago do amor;
de compreensão, de amizades.

De carinho, de venturas
que desfilam todas as manhãs
em frente às nossas janelas;
de mãos oferecendo
donativos e alimentos;
de aragens que sopram
nos proporcionando sorrisos e preces.

Do sentimento amoroso que domina,
que adorna, que ilumina!
A vida é feita de pedaços aromáticos
da felicidade, do perdão e da bondade.

A vida é feita de fantasias, canções,
de saudades de arrebentar o peito,
de jornadas inesperadas, de orações.
de sonhos, novos alvorecer
de grãos de areia, da metade
De capricho, do bem querer!

Ingá, coco jaci e maracujá

Faz algum tempo que minha hora de solidão já se perdeu no primeiro estirão do igarapé Cafezal. Não poderia ser diferente, porque foi naquele ambiente onde nossas mães lavavam as roupas, estendiam-nas para quarar na grama que ficava um pouco acima do barranco e, depois, as recolhíamos para serem enxaguadas.

As crianças se juntavam aos mais velhos e todos se ajudavam. Era uma grande família! Nas horas vagas, os meninos, travessos como eu, iam pescar de caniço, recolher lenha para cozinhar, caçar passarinho de baladeira (naquele tempo podia), tomar banho na água límpida e muito gelada do igarapé, com direito a assistir uma bela revoada de pássaros e, ainda, catar ingá, coco jaci e maracujá.

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Sobre AlFeNiM CoM RaPaDuRa
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