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ACRE EM NOTAS | Dignidade profissional

Uma das emendas revoga o salário mínimo profissional de engenheiros, agrônomos, geólogos, além de arquitetos, veterinários e químicos

19/07/2021 13h30 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
ACRE EM NOTAS | Dignidade profissional

Dignidade profissional

A presidente do Crea-AC, engenheira civil Carmem Nardino, com membros de sua diretoria e da Mútua-AC, junto com o vice-presidente do CAU, Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Moisés de Souza, reuniram-se com a senadora Mailza Gomes para pedir seu apoio à supressão de duas emendas inseridas na Medida Provisória - MP 1040/2021. Uma das emendas revoga o  salário mínimo profissional de engenheiros, agrônomos, geólogos, além de arquitetos, veterinários e  químicos.

Exigência

Outra emenda retira a exigência do responsável técnico para projetos de instalações elétricas de até 140 KVAs. Isso pode precarizar a fiscalização e expor a população a instalações malfeitas. É um retrocesso inconcebível.

Apoio

A senadora prometeu apoiar a retirada de ambas as emendas no projeto que será votado no Congresso. Os órgãos de classe, os conselhos, com o CREA-AC coordenando a justa reação, devem se encontrar com outros parlamentares em busca de um consenso para a queda dessas propostas que fragilizam essas importantes profissões e expõem a perigo a população.

Oportunidade e perigo

A seca severa que assola os Estados Unidos pode prejudicar seriamente a safra de grãos daquele país, especialmente a soja, englobando os estados de Indiana, Illinois, Iowa, Missouri, Nebraska e Kansas, cenário de tantos filmes de terror e esteio da economia da região. Ruim para os americanos, bom para o Brasil, também grande fornecedor dessas commodities. E poderia ser boa notícia para os que defendem e apostam no agronegócio na Amazônia. Só que não funciona assim.

Boicote

Produtores americanos, diante de tempos duros à frente, com a quebra da safra, querem impedir a perda do mercado com fortes campanhas de boicote às commodities produzidas às custas do desmatamento da floresta, exigindo como um selo verde de práticas ambientais sustentadas. O movimento tem fortes defensores dentro do governo Biden, que faz do meio ambiente um de seus objetivos e preocupação constante da vice Kamala Harris.

Não ajuda

Os relatórios das queimadas recordes na Amazônia, a cada mês batendo os números dos anteriores, com junho mostrando mais de mil quilômetro quadrados de floresta destruída, não ajudam. O feitiço vira contra o feiticeiro e o que poderia ser fonte de riqueza para a região corre risco de se tornar um ponto negativo e uma limitação grave de mercado. Até a venda para a China, que poderia desconsiderar esses argumentos ambientais, fica difícil, pelas implicações da geopolítica, que pode condicionar acordos agrícolas com os americanos na negociação da suspensão de sanções econômicas ao país asiático nos EUA.

No Acre

O Acre poderia ser uma exceção nesse quadro. Com as áreas já desmatadas, sem a derrubada de sequer uma castanheira protegida, o estado já tem condições de manter, se houver investimento, uma sólida agricultura moderna, que gere emprego e renda.
Já existem condições de escoamento, de acesso a mercados, acabando com antigas limitações. Há tecnologia e condições naturais para esse salto.

Degradação

Mas há o fantasma da degradação ambiental, o ronco das motosserras, o uso sem controle de agrotóxicos, a ganância destrutiva, as ameaças às populações tradicionais que limitam o mercado. É a hora do Acre encarar sua encruzilhada, decidir se parte para economia virtuosa e sustentável ou se cai na vala comum da ideologia da destruição sem futuro.

Reação

O fim de semana mostrou fortes reações ao prefeito Bocalom em suas visitas aos bairros. O discurso do prefeito de que é preciso de tempo para mostrar resultados não tem funcionado. É grande e generalizada a insatisfação com o estado lamentável da cidade. Em vez de abrir o diálogo, o prefeito bate boca com representantes e populares. Má política.

Erro

O prefeito erra ao atribuir as críticas às pessoas que não votaram nele. Passada a eleição, depois da posse, ele não é prefeito só de seus eleitores, mas da cidade toda. Tem que administrar para todos os moradores de Rio Branco e não só para os seus que, segundo as redes sociais e as pesquisas mostram, são poucos agora, com muitos desiludidos.

No PL

O grupo do vice Rocha, incluindo sua irmã, a deputada Mara Rocha, está desembarcando no PL, que pode também ser seu destino, se o PSL se aliar a Gladson Cameli na reeleição. Não será um desembarque tranquilo. O grupo da ex-deputada Antônia Lúcia é forte regional e nacionalmente, com fortes ligações com igrejas, especialmente a Assembleia de Deus e isso é uma barreira aos recém-chegados. De olho na saga para ver como isso irá terminar.

Enfrentamento

O prefeito Mazinho Serafim está fora de Sena Madureira e não verá o governador Gladson Cameli cantar de galo em seu poleiro amanhã, com a entrega das patrulhas mecanizadas e o início das obras nos ramais, além do anúncio de outras ações e obras no município.

Vai ser um verdadeiro ataque aéreo do governo contra um de seus principais desafetos.

Coordenador

Interessante é ver que o homem que vai coordenar as forças do governo, a utilização das máquinas em Sena Madureira é o ex-prefeito Nilson Areal, por anos identificado com a esquerda e com sérias pendências no TCE. O que é a política.

Etnia

Por muito tempo interessou a narrativa da extinção da etnia Nawa em Cruzeiro do Sul, vítima das “correrias” do início do século passado. Tentou-se restringir o legado desses indígenas ao nome do Teatro da Cidade, como um mausoléu a testemunhar o massacre. Mas há algumas décadas, descendentes e indígenas que viviam na periferia da cidade, sem identidade estabelecida, comprovaram que os Nawa estavam vivos e retomaram a dignidade, os costumes e reafirmaram a história dessa nação tradicional. E passaram a lutar, com todo o direito, pela demarcação de suas terras espoliadas.

Incidente

O incidente no final de semana, da retenção de servidores em nome da demarcação da reserva deve ser encarado como um necessário grito de resistência. Em nenhum momento houve ameaças, nenhum servidor sofreu violência, ao contrário, foram tratados com o devido respeito e libertados incólumes. Os Nawa têm direito a serem respeitados e reassumirem seu lugar na sociedade, não apenas limitado aos livros de história.

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