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ACRE EM NOTAS | Opinião médica

O diretor do INTO, médico Osvaldo Leal, sintetizou o que foi uma preocupação já abordada nesta coluna

11/06/2021 13h55 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Redação
ACRE EM NOTAS | Opinião médica

Perigo

O Acre, sabiamente, continua em bandeira amarela para a COVID, por decisão do comitê técnico. Um dos pontos levantados para justificar essa decisão foi ainda a pequena cobertura vacinal, incapaz de prevenir a chegada da temida terceira onda da doença. Não importa que hospitais tenham diminuído a taxa de internação e de óbitos. Os números ainda são preocupantes.

Opinião médica

O diretor do INTO, médico Osvaldo Leal, sintetizou o que foi uma preocupação já abordada nesta coluna: a baixa imunização do público-alvo,  a necessidade de uma busca ativa por parte das prefeituras e, especialmente, a cobrança da segunda dose, que atinge menos de 60%  das pessoas que receberam a primeira dose. Tudo por falha nas campanhas de vacinação na capital e no interior.

Inadmissível

A única explicação para essa falha é o pouco caso que autoridades sanitárias fazem da vacinação. Muitas vezes, ao contrário de ser encarada como a única solução para conter a COVID, a imunização é vista como um estorvo, um trabalho a mais, que custa dinheiro e esforço.  Essa burocratização da vacinação, como simplesmente mais uma tarefa a ser executada é a chave do fracasso. Se a vacina não for prioridade, se cada vacinado não se constituir em uma vitória contra a morte, não há sentido no trabalho.

Trabalho

Como dizia Guimarães Rosa, viver é muito perigoso e se poderia acrescentar: dá muito trabalho. Sem vacinas, sem uma busca ativa por cada pessoa a receber a imunização, sem um esforço real  de governos municipais, estadual e federal, a COVID vence. A situação é tão absurda que em pleno temor da terceira onda, o presidente da República quer abolir por decreto o uso de máscaras. Dá para entender por que as prefeituras não pegam duro no trabalho. O mau exemplo, o culto da morte vem de cima. 

Como no Egito

No antigo Egito, quando um faraó morria, se não tivesse construído seu mausoléu, sua pirâmide para o descanso eterno, seu nome era simplesmente apagado da história. Suas estátuas destruídas, suas realizações esquecidas. Os gregos inventaram, depois, até um terno para isso: os antigos governantes caiam no ostracismo. É o que acontece hoje.

Esquecimento

O prefeito Tião Bocalom, tal como um faraó, como um imperador romano, determinou que o site da prefeitura destruísse qualquer menção a seus antecessores, que se apagassem todas as informações, notícias, contratos, realizações, mesmo no Portal da Transparência relativos a qualquer gestão anterior a janeiro deste ano. Ou seja, o Ano I da era Bocalom começou e apagou a memória do que aconteceu antes.

Objetivo

Talvez o objetivo seja permitir que, agora, as críticas infundadas que o prefeito faz à gestão anterior não possam ser desmentidas, como sempre acontece, com números, com dados, com fatos. Sem memória, o prefeito quer fazer prevalecer sua versão da história. São tempos modernos, em que a destruição do passado se dá de modo digital, não é mais necessário queimar livros e jornais em praça pública. Mas os métodos continuam  deploráveis. Quem sabe o aluno da escola pública tenha que aprender que foi Bocalom quem fundou o seringal Volta da Empreza, que foi ele quem esticou a corrente contra os bolivianos no Rio Acre e que é ele quem segura a espada na estátua da Praça da Prefeitura.

Não aceitou

O caso da mulher trans impedida de usar o banheiro da prefeitura vai mesmo parar na Justiça. Ontem, a prefeitura se limitou a pedir desculpas, sem apresentar um plano para impedir que situações similares continuem ocorrendo e sem condenar ou punir o responsável. A vítima agradeceu as desculpas, mas optou, com orientação do Ministério Público, a manter o processo por  racismo, sexismo e transfobia.

Greve

Os professores decidiram continuar a greve e os trabalhadores na saúde querem paralisar a partir de segunda feira, mesmo sendo ponto facultativo pelo aniversário do Acre na terça. O estado está sem condições de oferecer mais, preso nas limitações da lei de responsabilidade Fiscal e na despesa que já excede o limite de gastos com pessoal. Uma sinuca de bico.

Operação

Polícia Federal amanheceu nesta sexta-feira fazendo operação em Porto Walter, a respeito de irregularidades no uso de verbas federais pela administração municipal passada, comandada pelo popular prefeito Zezinho Barbary. Ao longo do dia devem ser dados maiores detalhes, mas sabe-se que um secretário municipal foi levado para prestar depoimento em Cruzeiro do Sul.

Autonomia

O Governador teria dado autonomia para a secretária Socorro Neri, da educação, nomear sua equipe e tomar as providências urgentes da pasta. Ontem, Gladson assinou convocações de professores efetivos e provisórios, mostrando a preocupação com o setor e o prestígio da nova secretária. Esse é o caminho.

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