Sábado, 12 de Junho de 2021 16:35
(68) 99971-5137
Política Opinião

ACRE EM NOTAS | Impulso

A estimativa da esquerda é que pode ganhar com Jorge Viana e chegar a três deputados federais e a pelo menos 10 deputados estaduais, e leva em consideração o impulso que a possível candidatura Lula deve exercer na polarização nos estados e em todo o país

07/06/2021 12h30 Atualizada há 4 dias
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Lula está em franco crescimento. Foto: Ricardo Stuckert
Lula está em franco crescimento. Foto: Ricardo Stuckert

Estratégia

A esquerda acreana está montando sua estratégia para as eleições de 2022. E a aposta é racional. Com o cenário de divisão das forças governamentais, do grupo que venceu as eleições de 2018, os partidos de esquerda acreditam que, unidos, podem ter muita chance de vencer a disputa do Senado, altamente fragmentada e, pelo menos, se garantir em um segundo turno para disputa ao governo estadual, com uma bancada consistente na Câmara Federal e na Assembleia.

Aposta

Nessa estratégia, as apostas são para o deputado estadual Jenilson Leite disputar o governo, com o PSB na cabeça de chapa, Jorge Viana, o Senado, com um time de personalidades tentando fazer volume nas chapas proporcionais. A estimativa da esquerda é que pode chegar a três deputados federais e a pelo menos 10 deputados estaduais, na soma dos partidos.

Impulso

Essa conta leva em consideração o impulso que a possível candidatura Lula deve exercer na polarização nos estados e em todo o país. Conta também com o desgaste do governo federal, por conta da pandemia e do emprego. Os do lado oposto contam com pandemia contida até o fim do ano e um boom econômico em 2022, por demanda represada e isso pode mexer nos números do PIB, da oferta de empregos e do clima político, beneficiando o governo. Essa é a aposta de Bolsonaro e aliados.

Projeto

Em Brasília, articulações fortes estariam unindo o MDB e o PSL em um projeto eleitoral comum. Isso pode trazer consequências para o Acre, onde o PSL é noiva cobiçada e deve contar com a filiação do ainda secretário Alysson Bestene para ser candidato a vice de Gladson Cameli. Pela tendência demonstrada, o PSL acreano deve ficar sob a influência não só do Palácio Rio Branco, como do senador Márcio Bittar.

Para onde vai

Curiosa é a situação do vice-governador Major Rocha. Pela lei eleitoral, ele terá que tomar uma posição antes das eleições: precisa renunciar à posição de vice, se quiser ser candidato a qualquer outro cargo. É imposição. Senão, só pode ser candidato à reeleição. Isso significa passar pelo menos oito meses na planície, fora do pouco poder que ainda acumula. Sua irmã, quer ele renuncie ou não, só pode ser candidata à reeleição. Isso estreita horizontes e abre negociações.

Reeleição

Os deputados federais acreanos estão de olho na possibilidade de formação de chapas competitivas para a Câmara Federal, com o fim das coligações. Isso pode ser um problema, pois os puxadores de votos precisarão de outros candidatos correligionários para favorecer a legenda. Alguns, que são estrelas isoladas em seus partidos e que sempre foram eleitos por coligações, estão em becos sem saída, como é o caso do deputado Alan Rick e da deputada Perpétua Almeida. A deputada Vanda Milani optou pela disputa do Senado, situação que também deve ser solução para Alan Rick. O PC do B precisará se reestruturar em seus objetivos.

Nomes

O PDT, que tem o deputado Jesus Sérgio, com forte base eleitoral em Tarauacá, onde sua esposa é prefeita, pode contar com uma chapa fortalecida com o presidente do partido, Luiz Tchê e, quem sabe, com a vereadora Michele Mello, que está sendo orientada a tentar a Assembleia Legislativa, mas tem cancha para federal. Tudo será um jogo de ponderação de cacifes para a campanha.

Emergência

A situação da ETA Sobral está se agravando e, até gora, há muita conversa e pouca solução. Ainda que se consiga uma solução paliativa para conter por algum tempo a erosão do barranco sobre o rio Acre, a estação de captação está condenada, a médio prazo. Será necessária a construção de uma nova estação, em outro local, o que exigirá um investimento que nem o estado e muito menos a prefeitura terão condições de bancar. É muito grave a perspectiva.

Aparelhos

A eleição do SINTAC acontece como uma disputa política extra-sindical. Os interesses do magistério e dos demais trabalhadores em Educação ficam, assim, vinculados à política partidária e às eleições do próximo ano. Uma realidade incômoda para maioria da categoria que não tem vinculação ideológica.

Baixa

O Acre, especialmente Rio Branco, poderia estar na vanguarda do país na vacinação, com a convocação de pessoas até 40 anos, sem comorbidade, feito que grandes cidades estão longe de alcançar. Mas essa realidade é fictícia. A capital só imuniza os grupos de 40 anos porque a procura pelas vacinas é muito, mas muito baixa. E porque a taxa de aplicação da segunda dose é menor ainda. Há meses que se cobra da prefeitura uma campanha mais incisiva de vacinação, que não se limite às páginas pouco acessadas da municipalidade nas redes. A divulgação é péssima, a busca ativa praticamente não existe e a secretaria Municipal de Saúde finge que está fazendo o que pode. Enquanto isso, a COVID ainda mata uma média de cinco acreanos por dia há três meses.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Acre em notas
Sobre Acre em notas
Painel sobre política e bastidores das notícias
Rio Branco - AC
Atualizado às 18h25 - Fonte: Climatempo
24°
Muitas nuvens

Mín. 19° Máx. 26°

24° Sensação
6 km/h Vento
78% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (13/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 18° Máx. 29°

Sol com algumas nuvens
Segunda (14/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 19° Máx. 30°

Sol com algumas nuvens