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ACRE EM NOTAS | Nada a comemorar

A floresta amazônica vive uma situação limite, com real ameaça de se inviabilizar e se transformar em uma savana

05/06/2021 13h07 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
No Dia do Meio Ambiente a floresta amazônica segue ameaçada. Foto: Cassiano Marques.
No Dia do Meio Ambiente a floresta amazônica segue ameaçada. Foto: Cassiano Marques.

Nada a comemorar

Hoje é o Dia do Meio Ambiente e, rigorosamente, nada há a comemorar. Vive-se tempos sombrios, tempos de trevas, de fogo, de destruição. O legado natural é brutalmente atacado. A floresta amazônica vive uma situação limite, com real ameaça de se inviabilizar e se transformar em uma savana. E aqueles que não têm consciência, tradição, vivência de seu legado pouco se importam.

Vingança

Mas a vingança da natureza é sempre cruel. As chuvas, sem o equilíbrio da floresta, diminuem, causam a crise hídrica sentida em todo o país. Os corredores de ventos e de nuvens que partem da Amazônia para todos os cantos do país são interrompidos. E o tal do agronegócio sofre, exige mais e mais irrigação, que usa energia elétrica que falta por conta da necessidade de preservar a água das represas, de diminuir o consumo. As plantações são afetadas por pragas, doenças, diminuição de produtividade, os rios ora secam no alto verão, ora extrapolam suas cheias, como acontece em Manaus, agora, com a tragédia do rio Negro. 

Equilíbrio

Mais que nunca, é o momento de se buscar o equilíbrio, uma vida de mais harmonia, mais simples, mais ligada à natureza. A pandemia veio mostrar como somos frágeis diante dos desafios do mundo. Ainda é tempo de salvar o que resta.

Indígenas

Uma exposição de cultura, artesanato, tradições indígenas acontece na capital, no Shopping Aquiri e não pode ser contida dentro dos aspectos folclóricos. Ao contrário, é a prova de que a cultura tradicional está viva, que essas etnias e nações têm um papel fundamental de nos conectar com a natureza, com a tradição, com as forças ancestrais da sabedoria, do respeito, da nossa verdadeira humanidade.

Vacinas

Finalmente a Anvisa autorizou o uso da vacina russa Sputnik pelo consócio de governadores do qual o Acre faz parte. Um atraso que pode ter custado milhares de vidas, que pouco importam nessa realidade nacional do culto à morte.

Espera

Porém essa liberação inicial da Sputnik não contempla o Acre. Só os estados do Nordeste, mas a porteira foi aberta e não se conseguirá mais impedir que a vacina se propague. A decisão limitadora, com certeza, será contestada na Justiça que abrirá a venda dos novos lotes. O governador Gladson Cameli anunciou que, com vacina russa ou sem, a população do Acre será integralmente imunizada até outubro.

Mortes

São 470 mil mortes. Quase 1.700 no pequeno Acre. Uma responsabilidade que não pode ser ignorada. Ontem, pela primeira vez em meses, nenhuma nova internação por COVID aconteceu nas UTIs do estado. Já é fruto da vacinação, mesmo aos trancos e barrancos. Ainda assim, são mais de duas mil mortes diárias no país. Um absurdo.

Entrevista

A entrevista do prefeito Bocalom – ele comprou a briga e se mandou para Brasília – repercutiu na Câmara Municipal e chegou a revoltar vereadores que seriam de sua base, se o prefeito tivesse se preocupado em criar alguma relação com o parlamento. Acontece que muitas das ações da prefeitura precisarão passar pela Câmara Municipal, inclusive a reversão da água. Hoje, a situação não é favorável ao prefeito naquela casa legislativa.

Insulina

Uma denúncia extremamente preocupante é a de que estaria faltando insulina para distribuição aos pacientes diabéticos do estado.  A distribuição é atribuição obrigatória do governo federal. Mais um escândalo na área da saúde. Simplesmente, é uma questão de vida ou morte. A maioria dos diabéticos, especialmente os do tipo II, mais comum, dependem de pelo menos dois tipos de insulina, a NPH e a regular. Tomam as duas ao mesmo tempo, uma de longa duração, outra de curta. A falta de qualquer uma delas leva à hiperglicemia, que pode ser fatal. 

Candidatura

Jorge Viana voltou a falar sobre o governo do estado e em candidatura majoritária, mas sem assumir de pronto o cargo. Deixou no ar se vai se lançar a governador ou ao Senado. Jorge é um artista da política, racional, sabe a hora de se posicionar. Tem procurado se aproximar de antigos aliados, como o escritor e jornalista Antônio Alves. Quer montar uma grande frente de oposição. Pode se beneficiar, em caso de sair para o senado, da divisão de candidaturas no campo da direita e do centro.

Difícil

Dias depois que a PM anunciou a redução dos assassinatos no estado, duas mortes no mesmo dia acendem o sinal vermelho e mostram que a guerra das facções continua a fazer vítimas. A resolução dessa situação precisa ser sistêmica, implica em ações coordenadas de inteligência policial e ações sociais e educacionais nos bairros mais vulneráveis e oferta de empregos para desestimular a convocação das gangs sobre a juventude.

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