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ACRE EM NOTAS | Crimes ambientais

O uso de agrotóxicos lançados de avião sobre a população da Reserva Chico Mendes é só a cereja do bolo dos desmandos em série que acontecem nas barbas do poder

04/06/2021 12h22 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Polícia Federal realizou a operação “Voo Tóxico”, que investiga a prática de pulverização de agrotóxicos, usando avião, em propriedades rurais próximas à Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Xapuri/AC. Foto: divulgação.
Polícia Federal realizou a operação “Voo Tóxico”, que investiga a prática de pulverização de agrotóxicos, usando avião, em propriedades rurais próximas à Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Xapuri/AC. Foto: divulgação.

Desmatamento

A Amazônia teve o pior maio de sua história na questão do desmatamento. O que se pergunta é: para que? O aumento na produção de commodities e de carne nessas áreas desmatadas é irrisório, elas servem apenas para aumentar a grilagem de terras e a ocupação de áreas públicas por criminosos travestidos de empresários e fazendeiros.

No Acre

O episódio que está sendo abafado – dizem que às custas de forte poder econômico e político – de um grileiro de terras ligado ao trabalho escravo que usou agrotóxicos sobre a população da Reserva Chico Mendes é só a cereja do bolo dos desmandos em série que acontecem nas barbas do poder. Em Acrelândia e outros municípios, no meio da floresta, a devastação impressiona, em um esquema de terror, de ameaças aos posseiros e seringueiros, que não serão incursões esporádicas e pré-anunciadas da polícia que vão conseguir deter.

Privatização

No meio desse desastre ambiental, ainda se debate a privatização das florestas estaduais e a flexibilização das regras e dos processos de autorização para ações de desmate. Enquanto isso, o clima responde e o Brasil enfrenta a pior crise hídrica de sua história. Sem chuvas, os reservatórios estão secos e não está descartado o racionamento de energia. Tem gente que acredita que o desmatamento nada tem a ver com isso. Os mesmos que defendem a terra plana.

Oasis

O Acre, desde o fim dos anos 80 do século passado, enfrentada a primeira e violenta onda de ocupações de terra e desmonte dos seringais, vivia como um oásis de bom senso na área ambiental. Agora parece que a cobiça voltou, fantasiada de “integração econômica”, “agronegócio”, que na verdade, nas condições do estado, se assemelham mais à devastação.

Ocupação

A ocupação desenfreada do solo com culturas estranhas à região não acontece sem revezes. A natureza reage, como está sendo o caso da soja, plantada sem seguir as regras de experimentação, as normas sanitárias, a devida pesquisa e corre o risco de se inviabilizar com a ferrugem asiática. A história mostra que essas tentativas de produção sem pesquisa não dão certo. A história de Fordlândia é exemplar, em que um grande investimento não resultou em um litro sequer de látex.

Má lembrança

O mesmo com a plantação de seringueiras na Amazônia, estimulada pelo PROBOR, de má lembrança, um escândalo a espera de quem o conte.

No Acre, as seringueiras plantadas chegaram a precisar de dois enxertos diferentes para se viabilizar, a custo proibitivo.

Bonal

Outro exemplo é o da Bonal no Acre, assim como a introdução do feijão no estado, atacado por insetos até se descobrir, pela pesquisa, a variedade correta e a solução. A Natureza exige cuidado e conhecimento.

Ramais

Finalmente, depois de quatro anos, parece que os famosos R$ 94 milhões para as obras de ramais, conseguidos pela antiga bancada federal acreana, sairão do papel. A dificuldade para a liberação desses recursos atravessou governos, cada dia com mais uma exigência burocrática de Brasília, ora o projeto executivo, ora planilhas mais detalhadas, tudo para atrasar a liberação, parece que agora vai.

Soberba

O que ficou da entrevista do prefeito Bocalom na quinta-feira, anunciada como bombástica, foi, na opinião da maioria das pessoas que se deu ao trabalho de assistir, uma manifestação extrema de soberba. De descaso com a opinião dos outros. Para o prefeito, quem discorda de sua administração é porque queria esquemas de corrupção, que ele teria desarticulado. Falou muito, provou nada, propôs menos ainda.

Humildade

Todo político precisa formar um grupo de ação política, precisa de aliados, de sustentação. Bocalom não tem nada disso. É intempestivo, lança promessas no ventilador, age impulsivamente, dispensa opiniões que sejam minimamente contrárias a seu pensamento.

Jogou o chapéu

Gente que esteve na linha de frente de sua campanha já jogou o chapéu, com expectativas preocupantes sobre seu desempenho. Mas o prefeito ainda mantém a pose e as promessas que sabe que não conseguirá cumprir sem uma base política sólida, que ele não tem.

Reação

Os vereadores, inclusive os que poderiam pertencer à base do prefeito, reagiram contra as insinuações de que estariam tentando conseguir vantagens na prefeitura. Vai esquentar ainda mais o clima entre o prefeito e a Câmara  Municipal. Na entrevista, Bocalom foi como um elefante em uma loja de louças. Vai sentir a retaliação.

Política

Os professores decidiram manter a greve na Educação, mesmo depois das 11 medidas anunciadas pelo governo do estado e do pagamento do PDV, na conta desde ontem. Seria ingenuidade acreditar que o Sinteac acabaria a greve na véspera da votação pela direção do sindicato, o que prova que a greve é mais política que reivindicatória.

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