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ACRE EM NOTAS | O hoje e o amanhã

Tudo o que acontece hoje é apenas uma prévia, um vislumbre, uma aproximação do que realmente importa, que é a campanha eleitoral de 2022

30/04/2021 11h32 Atualizada há 6 dias
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
ACRE EM NOTAS | O hoje e o amanhã

O hoje e o amanhã

Na política, o tempo, muito mais que nas teorias de Albert Einstein, é sempre relativo. Tudo o que acontece hoje é apenas uma prévia, um vislumbre, uma aproximação do que realmente importa, que é a campanha eleitoral de 2022. Agora é hora de aparecer, de traçar estratégias, os ensaios, testar posicionamentos, assuntos, esboços de plataformas, de procurar o melhor arranjo político, no melhor partido de acordo com a conveniência de cada um, que possa assegurar uma vaga entre os eleitos.

Plural

Em uma eleição plural, geral, de deputado estadual à presidente da República, as opções apresentam um cardápio variável de posições políticas, de ideologias, de relacionamento com os poderes constituídos no plano federal e estadual. Fenômenos de votos das eleições de 2018 podem estar queimados ou ainda mais em evidência. O eleitor, esse ser esquivo e fugidio, inconstante e infiel, deve ser conquistado a cada pleito, a cada dia de pré-campanha e do vale tudo da reta final.

No Acre

Se as eleições de 2018 marcaram a derrocada dos 20 anos da esquerda e do PT no Acre, a eleição municipal de 2020 marcou a pá de cal. Na capital, o candidato petista a prefeito chegou em um afrontoso quinto lugar, com uma média de votos muito parecida com os tempos em que o partido tinha os limites do fusquinha do Nilson Mourão. O partido foi varrido da Câmara Municipal da capital e diminuiu em todo o estado. A esquerda como um todo sofreu com o auge da ascensão da direita ou da extrema-direita. Mas os ventos na política são sempre inconstantes. Nada garante que essa situação se prolongue até o próximo ano. Há o previsível e o imponderável, com muita coisa ainda para acontecer, além de algumas lideranças fortes, como o ex-senador Jorge Viana.

Palanques

Todos os palanques do pleito de 2028 se romperam. O bloco unitário que deu a vitória a Gladson Cameli ao governo está irremediavelmente rachado. Aliás, começou esse processo de partição no mesmo dia em que o governo tomou posse, cada um de olho em mais poder, em mais influência do que seus pretensos aliados. Mais estranho ainda é observar que sequer dentro de cada partido da aliança há coerência e unanimidade.

Diferenças

O MDB quer aliança com o popular governador, mas suas lideranças municipais e regionais resistem. Seus deputados estaduais aliaram-se à oposição para viabilizar a CPI da Educação, enquanto o senador Márcio Bittar posava com o governador anunciando bilhões em investimentos. Mesmo assim, o MDB sonha com o vice da chapa de Gladson, pretensão que também foi oferecido ao principal concorrente, o senador Petecão, até ontem um aliado de fé.

Progressistas

Nem dentro de seu partido, o Progressistas, o governador, em alta com a opinião pública mas em permanente guerra com a classe política, encontra a paz. Seus adversários estão ativos na estrutura partidária, a começar pelo prefeito da capital, seu notório desafeto, mas ligado aos laços da mesma legenda. O PSDB era adversário ferrenho, mas com a saída do vice-governador Rocha e da deputada Mara Rocha, retornou à base de apoio com seus parlamentares, os cargos de confiança filiados ao partido e suas lideranças que sobraram devidamente acomodadas. 

Esquerda

Na esquerda, uma nova força surge, independente da tradição do PT. O PSB se descolou, a partir do rompimento dos petistas com a ex-prefeita Socorro Neri, depois que falharam, em manietar sua gestão. Hoje, o partido traça um solitário voo solo centrado na liderança da ex-prefeita, que cresce na opinião pública na medida em que cai a ficha das falhas do prefeito da capital e na ação coerente e no mandato do deputado Jenilson Leite, um dos mais atuantes do parlamento estadual. O PDT também se afastou do PT e se aproximou do governador, integrando sua base de sustentação.

O senador

O senador Petecão é um homem determinado. Nunca escondeu que seu sonho é o Palácio Rio Branco, objetivo maior daquele menino da Seis de Agosto que sonhava em conquistar o Primeiro Distrito. Com seu jeito popular de fazer política, com seu voluntarismo, está de cabeça na campanha, embora finja que não está. Adota a tática de que quem sai na frente bebe água limpa.

Desafios

O governador Gladson Cameli está em lua de mel com a população, que reconhece seus esforços e sua dedicação no combate à pandemia. Mas sabe que tem dois desafios que decidirão seu futuro: as vacinas e os empregos. O governador sempre esteve na linha de frente da luta pelas vacinas. Tem feito tudo ao seu alcance para conseguir as doses necessárias, seja no consórcio da Sputnik V, seja firmando compromissos não cumpridos pelo Governo Federal para prioridade ao Acre. Isso a população reconhece.

Emprego

A manutenção das atividades econômicas, o preparo do estado para os tempos pós-pandemia, com a inauguração, enfim, da ponte do Madeira, com as dificuldades geradas pela recessão da COVID, o governador sabe que o bolso falará mais alto na hora do voto. Por isso, tem fé em um pacote de obras de mais de R$ 500 milhões este ano e se mobiliza em programas localizados para geração de postos de trabalho nos municípios, com pequenos projetos com grande potencial de mobilização de mão de obra.

Quadro

É dentro desse quadro que se moldará a sucessão. Há movimentos alternativos, como os da deputada Vanda Milani, do ex-candidato Minoru Kinpara, do ex-deputado Ney Amorim, mas todos devem ser coadjuvantes no processo político, podendo alcançar, quem sabe, projeção por conveniências dessa sempre mutável e onipresente política acreana.

Direito a água

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/21, de autoria do ex-senador Jorge Viana e que torna a água potável um dos direitos e garantias fundamentais da Constituição, já aprovada no Senado Federal, seguiu para tramitação na Câmara Federal por onde passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, se aprovada, será submetida a uma comissão especial e depois ao Plenário.

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