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CONVERSANDO COM MEUS BOTÕES | O mito da caverna ou alegoria de Platão em sua obra mais complexa

Platão dispõe que existe um modo de conhecer, saber que o meio mais adequado de se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça

26/04/2021 10h55 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
CONVERSANDO COM MEUS BOTÕES | O mito da caverna ou alegoria de Platão em sua obra mais complexa

Por Íris Tavares

A REPÚBLICA

O diálogo travado ente Sócrates e Glauco seu interlocutor e se ele pode imaginar a existência de uma caverna onde prisioneiros vivem desde a infância com as mãos amarradas em uma parede. Só conseguem ver as sombras projetadas pelas frestas da fogueira situada na parte traseira da parede em que os homens estão presos. E ao longo do muro construído, pessoas carregam artefatos, estátuas de seres humanos e outros animais. Imagens distorcidas são todo o conhecimento que os prisioneiros tinham do mundo, aquela parede, vultos e os ecos dos sons que as pessoas de cima produziam eram o mundo restrito dos prisioneiros.

De repente um prisioneiro conseguiu a liberdade. Observando ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser o mundo em totalidade.  Ao encontrar a saída da caverna ele se surpreendeu ao perceber o mundo exterior, a luz solar ofusca sua visão, ele sente-se perdido e sem rumo.

Aos poucos sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo: fora da caverna. Ele percebe que o que ele acreditava através das sombras como realidades são cópias imperfeitas, de uma parcela da realidade. Frestas do real.

O prisioneiro liberto tem dois caminhos: voltar para caverna e libertar os companheiros ou viver a sua liberdade. Na primeira opção tem a possibilidade que seria os ataques ao ser considerado como louco por seus companheiros, mas poderia ser uma atitude necessária por ser justa.

Essa metáfora. Platão dispõe que existe um modo de conhecer, saber que o meio mais adequado de se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça.

O verdadeiro mundo só conseguiria ser atingido quando o indivíduo percebesse as coisas ao seu redor e a partir do pensamento crítico e racional.

INTERPRETAÇÃO DO MITO DA CAVERNA

Para Platão, a caverna simboliza o mundo onde todos os seres humanos vivem, enquanto que as correntes significam a ignorância que prendem os povos, que pode ser representada pelas crenças, culturas e outras informações de senso comum que são absorvidas ao longo da vida.

As pessoas ficam presas a essas ideias pré-estabelecidas e não buscam um sentido racional para determinadas coisas, evitando a “dificuldade” do pensar e refletir preferindo contentar-se apenas com as informações que lhe foram oferecidas pelas outras pessoas.

Quem consegue se “libertar das correntes” e vivenciar o mundo exterior é aquele que vai além do pensamento comum. Criticando e questionando a sua realidade. Assim como aconteceu com seu mestre, Sócrates, que foi morto pelos atenienses devido a seus pensamentos filosóficos que provocava uma desestabilização no “pensamento comum”, o protagonista desta metáfora foi morto para evitar a disseminação de ideias “revolucionárias”.

O mito da caverna mantém-se contemporâneo nas diversas sociedades ao redor do mundo, que prefere permanecer alheios ao pensamento crítico, seja por preguiça ou falta de interesse, zona de conforto e aceitar as ideias e conceitos que são impostos por um grupo dominante por exemplo.

O SHOW DE TRUMAN

É o retrato do alto grau de especularização em que vive a sociedade contemporânea.

A história de Truman (Jim Carrey) que vive sem saber, um reality show permanente, as câmeras, os olhos de milhões de espectadores de todo o mundo acompanham 24 horas desde seu nascimento, na fictícia ilha, o maior estúdio já construído, e seus familiares, esposa, amigos, colegas de trabalho, demais habitantes fazem parte de um elenco da equipe de Christofer (o criador do show).

São pequenos indícios que levam Truman a questionar a realidade harmônica, de certa forma, perfeita em que vive.

O desenrolar do filme é a busca do personagem pela verdade sobre a sua existência.

Relacionando o filme com a metáfora do mito da caverna de Platão. O personagem de Truman viveu na caverna todo o tempo todo e vendo apenas a superficialidade dos relacionamentos com vida ensaiada para ser perfeita. Para o benefício de uma indústria da propaganda de extrapolar os limites da publicidade! Todo cenário, como o achocolatado, a cerveja e todos os produtos usados estavam à venda no catálogo.

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