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Atividade física e qualidade de vida | parte 2

O resultado mais expressivo em termos de desenvolvimento geral é a somatotipologia, que define dentro de um espectro geral de modelos corpóreos, qual é o seu tipo, onde ele se encaixa melhor na prática esportiva e que tipo de trabalho físico é o ideal

15/04/2021 18h25 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Existe toda uma teia de combinações possíveis dos elementos formadores, conduzidos pela genética.
Existe toda uma teia de combinações possíveis dos elementos formadores, conduzidos pela genética.

Por Marcus Albuquerque CREF 000545G/AC

A avaliação corporal incide sobre a composição total e seu funcionamento. Daí derivam as composições de massa muscular, de gordura, óssea, residual (estruturas gerais, como os órgãos internos, cabelo, sangue, fluidos etc.), capacidades físicas (potência muscular, flexibilidade e capacidade cardiorrespiratória – as principais, para não atletas), classificações de risco cardíaco e projeções sobre a carga genética, que comanda tudo.

As principais medições do corpo

•          Perimetria – as circunferências. Geralmente a ordem de coleta dos dados vem da cabeça para baixo. Então as medidas principais são: cabeça; pescoço; ombros; tronco (na linha mamilar em homens e busto para mulheres), com a subdivisão de inspiração e expiração completas para homens e atletas; cintura – linha mais estreita visualmente entre o tronco e o abdômen; abdômen – linha da cicatriz umbilical ou maior proeminência; quadril – linha mais proeminente dos glúteos; coxa proximal (logo abaixo da linha glútea), medial (existe uma medida anatômica de cálculo da parte central) e distal (geralmente 5cm acima da patela, onde se consegue o maior volume da porção de vasto medial do quadríceps); perna (porção mais proeminente); tornozelo; braço relaxado e contraído; ante braço; punho.

O mais utilizado aqui é a fita métrica tradicional.

•          Diâmetros ósseos – muito importante para controle de crescimento e desenvolvimento em crianças e adolescentes – cabeça antero-posterior e látero-lateral; acromial (parte “pontuda” das clavículas sobre os ombros); tronco antero-posterior e látero-lateral; crista ilíaca (osso proeminente do quadril); trocânter (marcação óssea mais proeminente da coxa, na lateral superior); joelho; tornozelo; cotovelo; punho.

Utiliza-se o paquímetro ósseo, sendo o de ponta curva e os de maior amplitude os que conseguem todas as marcações.

•          Dobras cutâneas – marcadores localizados de gordura. Estas marcações são todas realizadas do lado direito do corpo. Marcas principais: peitoral (a marcação feminina é no terço superior, próximo à linha axilar); axilar média (na lateral sobre o braço, na linha de peitoral); subescapular (borda inferior externa da escápula, nas costas); bíceps; tríceps; crista ilíaca (proeminência óssea frontal do quadril); abdômen; coxa; perna.

Para estas medidas existe o compasso de dobras cutâneas.

•          Para complementar os dados mais utilizados para os cálculos gerais, tem idade, estatura e peso corporal total.

Estas coletas são para os procedimentos tradicionais, mais acessíveis e de maior utilização em clubes, academias, consultórios de nutrição etc.

Existem outras formas de descobrir a composição corporal, mas optei aqui pela descrição clássica do trabalho manual e divertido de estudar a evolução anatômica. Há diversos modernos aparelhos de medição geral, mas ainda de uso restrito para todos, principalmente pelo aspecto financeiro de utilização. O de maior difusão é a balança de bioimpedância, que depende do nível de acuidade para definir, automaticamente, os pontos buscados.

Existem também diversas fórmulas de cálculos para compor o diagnóstico, incluindo as variáveis de homogeneidade. Diferem-se por gênero, etnia, idade, capacidade funcional e objetivos. O ideal é usar o máximo possível que atenda ao indivíduo em análise e trabalhar com as médias dos resultados encontrados.

Em relação às crianças e adolescentes, temos as projeções de crescimento e desenvolvimento, além de um dos fatores preditivos da detecção de talentos, que é a informação da capacidade genética de suportar e se desenvolver em determinado tipo de esporte.

O resultado mais expressivo em termos de desenvolvimento geral é a somatotipologia, que define dentro de um espectro geral de modelos corpóreos, qual é o seu tipo, onde ele se encaixa melhor na prática esportiva e que tipo de trabalho físico é o ideal. Dentro das três bases, existe toda uma teia de combinações possíveis dos elementos formadores, conduzidos pela genética. São elas a ectomorfia – tendência a magreza, a mesomorfia – tendência a desenvolvimento muscular mais acentuado, e a endomorfia – tendência a maior acúmulo de gordura.

Leia Atividade física e qualidade de vida | parte 1

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Marcus Albuquerque
Sobre Marcus Albuquerque
Professor de educação física, especialista em judô olímpico e pilates.
Rio Branco - AC
Atualizado às 07h21 - Fonte: Climatempo
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