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ACRE EM NOTAS | Petecão

"Se tiver que apoiar o Gladson, eu não tenho problema nenhum'. Como diria o filosofo, em política a comunhão dos ódios é quase sempre a base das amizades

14/04/2021 12h15 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Senador Sérgio Petecão (PSD/AC). Foto: divulgação.
Senador Sérgio Petecão (PSD/AC). Foto: divulgação.

Petecão

O senador Sérgio Petecão (PSD), apontado nos bastidores como pré-candidato ao governo do Acre surpreendeu ao comentar durante entrevista a uma rádio em Cruzeiro do Sul, nesta quarta-feira,14, que não vê problema em apoiar a reeleição de Gladson Cameli, apesar das divergências de opinião, e até de não concordar com atitudes de Cameli. Mas se esquivou ao falar de candidatura: “Essa pauta de discussão do processo eleitoral de 2022 eu tenho procurado evitar. Não é só decisão minha, mas do meu grupo político, das pessoas que me seguem. Agora, lá em 2022, a gente vai discutir”. E finalizou: “Eu estou fazendo o que eu sempre fiz: se tiver que apoiar o Gladson, eu não tenho problema nenhum”. Como diria o filosofo, em política a comunhão dos ódios é quase sempre a base das amizades. Vai saber né?

Diferença

A pesquisa Data Control divulgada hoje mostra a disparidade de avaliação da população em relação ao governo do estado e da prefeitura. Enquanto o governador Gladson Cameli tem 65,8% de avaliações positivas, o prefeito Bocalom amarga uma reprovação de 56,4%. Para quem teve, como o prefeito, mais de 60% dos votos em novembro, a queda é muito grande.

Maroto

Pessoas ligadas à prefeitura estão fazendo uma abordagem marota da pesquisa e somando a avaliação regular junto com as opções ótima e boa, considerando que 36,6% aprovariam a gestão. Mas isso é falso, uma barra forçada que, justiça seja feita, começou a ser usada no estado nos governos do PT. Acontece que isso é metodologicamente errado e o eleitor mais esclarecido não cai nessa armadilha.

100 dias

É preciso levar em conta que, geralmente, o eleitor mantém a expectativa nos primeiros 100 dias e costuma pegar leve com os governantes nessa primeira avaliação. A quantidade de menções negativas mostra o desastre de uma administração que não se encontrou, que usa métodos ultrapassados, personalistas, autoritários e, principalmente, se afasta de seus compromissos e de seus eleitores.

Boa vontade

O eleitor ainda mantém, apesar da avaliação ruim, a boa vontade com o prefeito e acredita que a prefeitura vai melhorar seu desempenho. Isso deveria servir de alerta para a equipe de Bocalom, de que ainda é tempo de mudar as opiniões. Esse cheque em branco vai logo, logo, perder a validade, se não for honrado.

Saúde

O negativismo do prefeito está cobrando seu preço. A área em que mais Bocalom é cobrado é exatamente a saúde, prova de que não é com vídeos no Instagram que a prefeitura resolverá os problemas conjuntos da Covid, da dengue e outras mazelas. O prefeito simplesmente não se envolve no assunto, deixa o barco correr, não se empenha, não dá o exemplo. Hora ele critica o distanciamento, ora se reúne com empresários também negacionistas, gasta dinheiro com cloroquina e outras bobagens, declara que as igrejas precisam abrir porque seriam “hospitais espirituais”.  Esse comportamento errático não é perdoado por quem está perdendo amigos, parentes, entes queridos para a COVID-19.

Índices

O governador, ao contrário, surfa na maré cheia. Seis em cada dez eleitores considera seu trabalho como ótimo ou bom. O esforço para conseguir as vacinas é reconhecido, a gestão da crise da saúde pública é aprovada. Nem a barragem de críticas e acusações de antigos aliados, atuais desafetos, abala a popularidade do governador, até agora.

Emprego

Mas nem tudo são flores para o governador. Há uma sombra pairando no ar. Para 27,9% da população, mais de um em quatro eleitores estão preocupados com o emprego. Este é o grande desafio: conciliar os cuidados sanitários da pandemia com a manutenção e geração de empregos e a perspectiva para a retomada da economia no pós COVID-19. Uma saída pode ser o pacote de obras de infraestrutura anunciado nos últimos dias, com o anel viário do Vale do Acre, o viaduto na capital, obras nos ramais. Mas é preciso mais. A inauguração da ponte do Madeira precisa significar novos tempos para os produtores acreanos, que agora podem sonhar em aumentar a produção, gerar empregos e renda.

Peixes da Amazônia

Um imbróglio que precisa ser resolvido e que impacta na produção rural é o processo de recuperação judicial do complexo Peixes da Amazônia S/A em que o governo, por meio da Agência de Negócios do Acre (ANAC), é sócio majoritário. Muitos produtores investiram em construções de tanques, apostando na piscicultura, e não têm para quem escoar sua produção com venda em escala. Por ter sido uma aposta do então governador Tião Viana, o atual governo corre léguas desse problema.

Prognóstico

A esperança de que a segunda onda da COVID-19 tenha um refluxo a partir da segunda quinzena deste mês é baseada muito mais em um desejo do que na realidade concreta. Os 14 óbitos e mais de 400 casos confirmados da doença nas últimas 24 horas apontam na direção contrária. A situação ainda é muito grave e as atenções precisam ser redobradas. A vacinação anda a passos lentos e não ajuda a melhorar o cenário, que é muito preocupante.

Mudanças

O governo continua fazendo mudanças pontuais, preparando uma reforma administrativa mais ampla. Moisés Diniz, foi contemplado com uma secretaria voltada para a articulação política. Gladson continua fazendo a limpa via Diário Oficial dos indicados por seus novos adversários. Depois de cortar a cabeça de alguns assessores diletos do vice Rocha, agora se volta para os indicados por Petecão. Vem chumbo grosso por ai!

Segurança

Apesar de toda a gasolina jogada na fogueira da suposta crise da segurança, a tendência é que vá esfriando o clima de confronto. Até porque os problemas e desafios são muitos e o efetivo da PM, como das demais instituições da área, como Polícia Civil e Bombeiros, é pequeno para tantas ações necessárias. O combate às facções, ao tráfico de drogas, aos furtos e roubos é mais importante que personalismos e brigas políticas impulsionadas do lado de fora dos quartéis.

Marina

Em seu twitter a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, se irritou ao ser chamada de “sumida” por vários internautas. Ela criticou o que chama de “repetição arrogante e preconceituosa de invisibilização”.
Fui puxar na memória algum posicionamento ou aparição da acreana, mais   contundente nesses tempos de caos e só lembrei mesmo foi dela subindo ao palanque para apoiar o Aécio Neves. Precisamos falar sobre aquele ditado antigo “diga-me com quem andas...” .

O pior dos piores

Bom, mas de uma coisa se pode ter certeza, com Marina, Ciro, Alckmin ou outro qualquer, estaríamos um milhão de vezes melhor do estamos.
Bolsonaro é o pior brasileiro entre 210 milhões de pessoas.
Com ele é tudo no grito ou na bala!
Nenhum outro faria pior do que ele na pandemia.

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