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Emprendedorismo Opinião

CONVERSANDO COM MEUS BOTÕES | A ESCRITA

Lembro de eu copiar letra por letra, copiando da capa e assim aprendi a desenhar o meu nome

11/04/2021 12h24 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Conversando com meus botões é uma coluna de reflexões. Crédito: Wikimedia Commons
Conversando com meus botões é uma coluna de reflexões. Crédito: Wikimedia Commons

Por Íris Tavares

Você tem propósito de escrever? Qual?

Lembro quando tinha uns 3 anos! Vizinho onde eu morava tinha uma professora particular de alfabetizar e eu ia pra lá!  Com um caderninho e meu nome escrito na capa! Lembro de eu copiar letra por letra, copiando da capa e assim aprendi a desenhar o meu nome!

A leitura tem sido minha mestre esses anos todos e tudo que acredito e aprecio relato em cadernos! Agendas! Tenho muitos temas! Escritores, resenhas, tudo que acho transformador registro em cadernos!  Junto com inspirações que surgem e rapidamente escrevo textos que nem sei mais de onde surgiram os insights!

O primeiro livro que li aos 14 anos comprado em uma banca de revista da praça: “Os Mascates”, o título, e, por coincidência ou não, construí minha história com alguns capítulos muito semelhantes ao personagem do livro!

Ele era super vendedor assim como meu pai e eu. O personagem encontrou um portinha onde ele começou seu negócio! Eu encontrei a minha garagem dos sonhos como chamo!

Enquanto ele sozinho limpava o local, apareceu uma mocinha tímida pedindo emprego, sua primeira vendedora e logo depois esposa e mãe dos seus filhos! Eu sozinha não conseguia fazer todas as atividades, convidei minha irmã vendedora nata, sangue do meu pai, e assim “Os Mascates” foi um guia inconsciente.

Anos depois foi que percebi que foi inspiração e intuição desse acervo interno que com o mesmo propósito do Dar e Receber gerou história de um negócio que viveu gerações! Sobreviveu pacotes econômicos, crises, e pandemias! Todos os dias se reinventando, esquecer o jeito que sempre fez, para aprender um jeito novo de novo e de novo.  Assim estamos em meados de 2021 e muitos desafios! Eles apenas começaram e o que vem pela frente, muito aprendizado.

Você pensa no leitor quando escreve? Se sim porque acha que ele quer ler?

Sim, fico motivada e imaginando que o leitor vai amar aquela informação, conhecimento, conteúdo tanto quanto eu, por isso só escrevo algo que acredito, tenho certeza, e que possa ampliar a visão de muitas pessoas!

Até fantasio o leitor no momento da experiência da leitura, e seu nível de transformação!

Minha vida foi alimentada sempre pela leitura, foi através dela que fui encontrando soluções para todos os obstáculos que iam surgindo! Sempre encontrava uma luz, uma nova forma.

Tudo aquilo que acredito muito, amo compartilhar, quando escrevo parece que minha mão caminha sozinha, escrevendo o simples, o fácil e o possível, as palavras brotam com a intenção do outro entender e acreditar para assim poder se inspirar. Se ela faz, eu também posso fazer!

#voce escreve diariamente (diários, textos, rede social etc) ou só quando está muito afim?

Quanto mais eu me sentir no fluxo, leve, solta, mais escrevo.

Quando entro em flow, numa leitura que estou amando, aí transcendo e nesse momento abre um portal, escrevo com força, magia, as palavras pulam.

As vezes até em textos na rede social, sinto essa energia deslizar e as palavras escorregarem na ladeira para chegar às que conseguem entender, degustar a verdade na mensagem!

#como é seu estilo de escrita? Um pouquinho por vez tipo saca-rolha? Ou estilo regador (despeja tudo)? Ou perfeccionista (escreve um milhão de vezes e acha que não ficou bom)? Ou top secret (só a gaveta conhece seus textos)?

O que tenho escrito compartilho muito pouco, estou escrevendo pouco! Fico com a mente na confusão, dizendo cansada e com conflitos etc! Me auto saboto por me sentir cansada, estressada e sem inspiração.

Quando na verdade paro para escrever, rapidamente saem textos incríveis! Leio muito e talvez ajude a fluir quando sento e sinto! Sem a sensação de que estou perdendo tempo, parada, concentrada, apenas sentindo, não ouço barulho de nada, nem vozes internas. Pode gritar que não ouço esse é o estado que quero cada vez mais me permitir a ficar: Conversando com meus Botões, o tempo todo eles falam, assobiam chacoalham e as vezes, muitas vezes não estou prestando atenção por estar trabalhando e não querer ser interrompida e me desconecto e fico surda, não ouço, só vejo confusões, barulhos etc.

Todo mundo tem limites inclusive você e eles podem ser gerado pela personalidade, traumas, carências, ou qualquer motivo, vamos criar a imagem de que esses limites são uma caixa e que cada um está dentro da sua.

(De que forma você encara as suas limitações?) (E quando vê as limitações dos outros? Como reage?) NO MEIO DO CAMINHO TEM UMA CAIXA #Como eu encaro minhas limitações?

Primeiro renego pelo fato de me sentir incapaz de ir adiante! Depois enfrento e vou descobrindo passo a passo! Depois entro de cabeça e sempre tenho a constatação de me jogar e vencer os limites, sair da caixa e entender que há infinitas possibilidades, me dá um sentimento de liberdade! Motivação para ir para o próximo limite que por acaso surgir quando o obstáculo ou desafio vier!

Na primeira mão os limites parecem grandes, olho nos olhos, e eles se desmontam: enfrento, eles se dissolvem e passo a passo vou seguindo e eles não existem mais! Ficaram pra trás! E vem o próximo para outra vez exercitar a brincadeira e torná-la em diversão.

# E quando ver a limitação dos outros? Como reage?

Na verdade só enxergo a limitação do outro, quando eu já consegui superar esse limite. E pra mim fica claro, óbvio e o fato do outro não enxergar me deixa irritada e as vezes penso: como assim? Ele não enxerga? Está na sua frente? Na sua cara?  Fico incomodada, inconformada, querendo fazer com as minhas próprias mãos! Mas também sei que cada um tem o seu processo! Seu tempo.

Aprender a não julgar o outro, é observar o processo do tempo, para que o outro olhe com os seus próprios olhos e caminhe com suas próprias pernas! Não vou conseguir fazer pegando na sua mão, ele próprio terá que exercitá-la, cair e levantar, rasgar suas próprias caixas, pular seus de graus vencer suas limitações e ir adiante.

# Você já deve ter reparado que na escrita cada um se expressa no modo que quiser! Nunca tivemos tantas chances de nos adaptar ao meio para nos expressarmos, então coloque atenção nisso: qual a sua forma de escrever? O que realmente gosta?

Gosto de escrever com a alma, com magia, gosto de falar de verdades, de histórias, de exemplos e agora estou descobrindo os contos e talvez poesia.

Estou percebendo que aquele mundo duro está se perdendo, está muito rígido e talvez virando rochas, está surgindo um outro caminho que vou chamar de rio, corrente, que transborda e nunca fica parado, é líquido sempre mutante, ecoa, tem música, tem som e dom, tem habitantes inofensivos que vive e sobrevive do seu existir! Essa é a nova era, o momento do agora, tirar o pesado e levar contigo o leve, a cor e o sabor de viver cada instante íntegro, simples, humilde e inteiro.

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Reflexões de Íris Tavares, empresária e empreendedora
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