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Cultura Poesias

AlFeNiM CoM RaPaDuRa | Aroma de Saudade

A leitura de seus poemas é o despertar de sentimentos que dele transcendem e, com eles, seus leitores se identificam

13/04/2021 00h00 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
AlFeNiM CoM RaPaDuRa | Aroma de Saudade

Apresentação

O autor desta coluna, intitulada Alfenim com Rapadura, é Mauro Modesto, o poeta da saudade, que a canta em prosa e verso, chorada, vivida, pressentida!

Saudade, para Mauro Modesto, é um estado de espírito!

Mas temos também o Mauro, poeta lírico, que fala de amor, de pecado, de angústia, de paixão, de natureza!

E o poeta irreverente, que desconcerta o leitor, ao introduzir, inopinadamente, um toque de humor em sua escrita.

Algumas vezes, revela seu modo de perceber o mundo: transborda de reverente paixão pela Pátria e sofre, atormenta-se e rebela-se contra o flagelo da injustiça social, denuncia o pântano das misérias, desmascara o poder arbitrário e inescrupuloso.

A leitura de seus poemas é o despertar de sentimentos que dele transcendem e, com eles, seus leitores se identificam.

Ser poeta, afinal, é isso! É tocar no íntimo do coração e da alma do leitor e fazê-lo sentir-se retratado em suas próprias emoções!

Por Edir Marques

 

A l F e N i M   C o M   R a P a D u R a

Por Mauro Modesto

Aroma de Saudade

Tu és o aroma da minha saudade, abrigo e proteção. Primavera faceira e poesia, tua presença anuncia canção, canteiro de flores, beijo aceitado, endereço de afeto, a rosa mais bonita do meu roseiral e manda muito mais que o general!

 

Lista de Credores

Passada a Semana Santa,
é chegada a hora de ir à igreja matriz,
colocar os joelhos no milho,
elaborar uma lista de credores,
vender as garrafas e latas vazias,
o violão e o tamborim e, com o dinheiro,
pagar os amigos e o botequim.

 

Saudades Minhas

Minha saudade deve ter nascido da falta que sinto, hoje, dos abraços das ruas que me criaram, do brilho da lua que me faltou, das madrugadas tristes, das noites frias da aurora, do impulso da vida. Minha saudade nasceu dos meus pecados da cor do vinho, do cavalgar das tardes de verão. Minha saudade, possivelmente, germinou da minha paixão!

 

Gingado Prosaico

Ela não se chama Maria Saudade,
nem Maria da Conceição
e muito menos Maria da Liberdade,
mas quando ela passa,
com seu gingado cheio de prosa,
costuma deixar no ar
o perfume da planta misteriosa. 

E, quando vem de ladeira acima,
passa pela praça toda enfeitada,
atravessa o presente e o passado
e, feito um pássaro alado,
se liga no meu poema recitado!

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Sobre AlFeNiM CoM RaPaDuRa
Coluna de Mauro Modesto, um plantador de sementes da poesia
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