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COLUNA POLÍTICA | Dia do Jornalista

A categoria tem muitos desafios e poucas comemorações

07/04/2021 09h57 Atualizada há 7 dias
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Fotógrafo do Estadão Dida Sampaio, é escoltado da manifestação que cobria após ser agredido em 2020 - Reprodução
Fotógrafo do Estadão Dida Sampaio, é escoltado da manifestação que cobria após ser agredido em 2020 - Reprodução

Curioso

Quando um deputado perde o mandato, realiza o sonho de consumo do suplente, que compra o terno ou o vestido novo para assumir. É sempre assim? Pois o Acre está descobrindo que não, que há exceções. É o caso da deputada Mara Rocha, que sai do PSDB explodindo o ninho tucano, queimando pontes e sem medo de perder o mandato por infidelidade partidária. Por quê? Porque ela não tem suplente. Simples assim.

Partido

Por mais estranho que possa parecer, no caso específico de processo de cassação por infidelidade partidária, a vaga não vai para o suplente da coligação, que poderia ser Antônia Lúcia (então PR) ou Rudiney Estrela (PP). Nesse caso, a vaga é do partido dentro da coligação e seria ocupada por um candidato da mesma legenda, desde que atenda aos critérios de elegibilidade, como não ter mudado de partido e conseguido pelo menos 10% dos votos do último eleito. Mara foi a única candidata do PSDB lançada na coligação PSDB, PP, PSD,MDB, DEM, Solidariedade, PTC, PMN, PR, PTB e PPS. Veja que confusão.

Conflito

O PSDB pretende, mesmo assim, buscar o mandato na Justiça, mas fica indagação: quem assumiria? São coisas da política acreana que até o mapinguari não acreditaria.

Mota

O PSDB regional soltou uma nota estranhamente muito dura para a tradição dos tucanos de nunca descer o galho ou do muro. A ponto de chamar a deputada de negacionista e ingrata. Apartaram mesmo as farinhas.

Vacina

Começa a hoje a vacinação das forças de segurança no estado, com a presença do governador no comando do Corpo de Bombeiros. Medida justa, principalmente, lembrando a dedicação desses profissionais nesses tempos sombrios, as grandes baixas, o alto número de mortes de membros dessas instituições. Tomara que se consiga vacinas para professores, servidores da limpeza urbana, para tantas categorias prioritárias.

Revolta

O governador Gladson Cameli não entende a posição da Anvisa que se recusa a certificar a vacina Sputnik V, da Rússia, que pode ser fabricada no Brasil pelo grupo União. Gladson acredita que esteja havendo o uso de dois pesos e duas medidas. A Sputnik está mais que provada tanto na imunização em seu país de origem, como em toda a América Latina, distribuída pela Argentina, que usa prioritariamente esse imunizante. Gladson quer pressa para vacinar o Acre e acredita que essa morosidade é inaceitável. Está certo, até porque os estudos feitos pela Coronavac e AstraZeneca são também considerados muito fracos em termos científicos.

Prioridades

Os servidores administrativos do IAPEN estão protestando por terem sido excluídos da vacinação dos agentes de segurança, já que estão na linha de frente do trabalho. Há lógica nessa reivindicação. O que não pode estar certo é que o secretário da Zeladoria Municipal, Joabe Lira de Queiroz, servidor do IAPEN, mas afastado da função, em cargo de direção na prefeitura, ter o direito de receber a vacina. Ele não está na linha de frente. Não corre o mesmo risco dos agentes e policiais penais e cria uma situação muito estranha.

Na berlinda

O senador Márcio Bittar está na berlinda. Como o elo mais fraco da corrente, caiu sobre ele toda a responsabilidade pelas trapalhadas no orçamento. É certo que Bittar pesou a mão, achou que tinha todo o poder e reservou para si próprio R$ 10 bilhões para emendas do relator, ou seja, para usar onde quiser, além de destinar R$ 30 bilhões para emendas impositivas de parlamentares. Ao mesmo tempo, cortou recursos previdenciários, do auxílio-doença e do seguro-desemprego.

Inexequível

O orçamento está inexequível e precisa de mudanças profundas. O senador resolveu abrir mão dos R$ 10 bilhões que tinha reservado para o relator, mas isso já não é o bastante para consertar as trapalhadas. Bittar reconhece, por exemplo, que cortou de propósito quase R$ 2 bilhões do Censo, que ele justifica que não poderia mesmo acontecer, porque até a seleção de recenseadores estava em andamento.

Revolta

Bittar não está aguentando calado ser exposto, considera que foi usado e abandonado. E afirma que “nada foi feito sem conhecimento ou consentimento do Ministério da Economia. O que o ministério está fazendo agora comigo posso classificar, no mínimo, como deslealdade”. E foi para o ataque: “Não procurei [Guedes] nem vou procurar. Cheguei aqui por conta própria. Não foi Paulo Guedes quem me fez, não foi Bolsonaro quem me fez”. O senador caiu na real e viu seu real tamanho.

Pesar

O corpo do ex-prefeito de Teresina por quatro mandatos, Firmino Filho (PSDB) foi encontrado caído de bruços na calçada de um edifício empresarial, na zona leste da capital. A morte é considerada suspeita e está sendo investigada. Quem manifestou profundo pesar foi a ex-prefeita Socorro Neri, que compartilhou com ele várias reuniões da Frente Nacional de Prefeitos, da qual Firmino foi vice-presidente. Para Socorro Neri, ele “dava aula de gestão pública, muito simples, educado, gentil”. Por várias vezes estiveram juntos em mesas de debates na FNP.

Aulas

A ex-prefeita Socorro Neri publicou em suas redes que vai reassumir suas funções na UFAC, regressando à Universidade, onde construiu sólida carreira acadêmica. Mas pelos fortes boatos que correm pela capital, essa pode não ser a opção definitiva por agora. Há grandes desafios e conquistas aparecendo no caminho de Socorro Neri.

Dia do Jornalista

Hoje, 7/4, é o dia do jornalista, em homenagem à categoria que tem muitos desafios e poucas comemorações: o Brasil é o país onde mais jornalistas são mortos pela COVID-19 no mundo, segundo a Fenarj, e ocupa atualmente o oitavo lugar no ranking de impunidade dos crimes contra jornalistas, com o número de assassinatos cometidos em função da atividade jornalística nos últimos dez anos ainda não julgados e punidos, segundo a organização internacional Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), tendo havido 50 assassinatos vinculados à profissão, com dois casos em investigação no Brasil, em 2020.

Presidente ataca

Em nível nacional, o presidente Jair Bolsonaro ataca sistematicamente a imprensa e jornalistas são agredidos em atos promovidos por seus apoiadores. Somente no ano passado, houve 428 casos de violência contra jornalistas, segundo a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), sendo o presidente o principal agressor em 175 casos (40,89% do total), conforme levantamento publicado pela entidade.

"A explosão de casos está associada à sistemática ação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para descredibilizar a imprensa e à ação de seus apoiadores contra veículos de comunicação social e contra os jornalistas", afirma a Fenaj no relatório.

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