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COLUNA POLÍTICA | Beatriz Cameli

A cada dia ela se firma como uma referência de dignidade, de altruísmo, de legítima ação social

05/04/2021 12h02 Atualizada há 1 semana
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Beatriz Cameli é atuante na recuperação de adictos, no incentivo à formação de jovens, de cidadania e educação. Foto: arquivo pessoal
Beatriz Cameli é atuante na recuperação de adictos, no incentivo à formação de jovens, de cidadania e educação. Foto: arquivo pessoal

Desafio

O governador Gladson tem um sério desafio a enfrentar na semana que se inicia. Tem que decidir se continua sua política rígida de seguir as orientações técnicas e científicas sobre a pandemia ou se vai ceder, pelo menos em parte, às pressões para flexibilizar as medidas de restrição. A pandemia se encontra no pico da letalidade no estado e as vacinas chegam em conta-gotas e são aplicadas com um controle muito questionado. O governador tem um grande problema em mãos.

Pressões

O Ministério Público cobra mais rigor e prevê, mesmo sem usar explicitamente o termo, a necessidade de um lockdown para controlar a COVID-19. Os setores empresariais querem a liberdade de tocar seus negócios e manter sua fonte de renda, o que é compreensível. Líderes evangélicos conseguiram uma vitória, ainda que parcial, com a liberação dos cultos por decisão monocrática no ministro Kássio Nunes do STF. Poderiam aproveitar e explicar para os fiéis por que as lideranças maiores, de grandes denominações, foram aos Estados Unidos se vacinar, enquanto por aqui defendem a balela do tratamento precoce para seus fiéis. Isso quando não querem vender feijões abençoados, como se viu há meses.

Divisão

O governador pretende dividir sua decisão com os prefeitos. Proposta importante, mas que deve ser inócua. Os que são negacionistas, como o prefeito da capital e o de Epitaciolândia, vão manter sua postura. Grande parte vai se omitir para não comprar essa briga e alguns poucos defenderão as medidas mais duras. A decisão caberá ao governador, ouvindo ou não o comitê da COVID-19.

Dar a palavra

O governador deveria ouvir os médicos e enfermeiros da linha de frente do atendimento, verificar o que está se passando realmente nos plantões, como e com qual emoção é feito o trabalho, o esgotamento físico e mental, os riscos e as decisões difíceis quando faltam leitos ou respiradores. Eles podem dar o testemunho de como está a realidade e direcionar as decisões.

Ônus

Caso decida transferir para as prefeituras as decisões de flexibilizar as medidas de restrição, o Governo do Estado seguirá com o ônus do tratamento dos doentes da pandemia, já que no Acre nenhum município é habilitado na gestão plena do SUS, sendo estaduais todos os hospitais que fazem o tratamento público da COVID-19. Na eventual falta de leitos, a cobrança pública e o desgaste político não recairá sobre os prefeitos mas sobre o governador.

Entrevista

A ex-prefeita Socorro Neri deu entrevista para o site Contilnet em que mostrou a disposição de se manter na política e de concorrer a algum cargo em 2022. A notícia é muito boa, Socorro Neri é um quadro qualificado e, até graças à decepção da maioria da população com a atual gestão da prefeitura, tem um recall forte e favorável da opinião pública.

Redes

Mas a ex-prefeita precisa rever alguns conceitos sobre sua ação nas redes sociais. A presença dela no Twitter, que ela exalta agora, foi cobrada por consultores da campanha desde o início. A ex-prefeita demorou tempo demais para abrir seu perfil no facebook, criar a fanpage que facilitaria a interlocução e quando o fez foi de forma atrapalhada, em que perdeu mais da metade de seguidores de sua página pessoal, que não foram motivados a tempo para seguir a nova página. E seu impulsionamento nas redes foi pífio, quando poderia ser uma grande arma de campanha.

Marketing

As redes sociais da ex-prefeita padeceram do mesmo mal do marketing de sua campanha que, inexplicavelmente, escondeu suas realizações e insistiu em jingles sem ligação com o Acre, em slogans motivacionais e triunfalistas, em uma estratégia completamente equivocada. A produção de cards, de postagens propositivas do plano de governo e das realizações relevantes da prefeita ficaram em segundo plano. Os stories mostravam reuniões sem atrativo para o eleitor, com som e imagens ruins. O programa eleitoral revoltava os próprios eleitores da então candidata, quando não apresentavam insolúveis problemas técnicos. Foi aí que a ex-prefeita perdeu as eleições.

Futuro

O importante é que isso não se repita no futuro. A qualidade do trabalho, a história, o potencial da ex-prefeita precisam de profissionalismo e experiência nessa área que só a boa vontade e os interesses de alguns setores não são suficientes. Socorro Neri é maior que a estrutura montada em torno dela.

“Foi bom viver”

"Foi muito bom viver", foram as últimas palavras ouvidas pelo médico intensivista Artur Milach antes de intubar um idoso de 75 anos, no Recife, em Pernambuco. A frase o fez chorar pela primeira vez em muito tempo durante a pandemia. Depois de um ano, durante a segunda onda da doença e o pior momento no país, os pacientes estão chegando cada vez mais graves.

É só obedecer

Mas mesmo com a gravidade da doença ao que se percebe, mesmo depois de um ano de pandemia, ainda é muito difícil ser absorvido por grande parte das pessoas os protocolos de segurança para barrar o contágio, como o uso de máscara, álcool em gel, distanciamento entre as pessoas e isolamento social ainda são os métodos mais eficazes.

Medidas vêm sendo tomadas para que a economia não pare e diversos empreendedores e estabelecimentos se adaptaram bem à situação, mas há a ligeira impressão que o capital que gira na economia, seja obrigatoriamente revertida em leitos de UTI's. Pelo jeito, aparentemente é muito mais fácil gastar R$ 1.600,00 de diária em uma UTI, do que nós simplesmente fazermos aquilo que exigimos de nossos filhos, obedecer e se cuidar.

Aniversário

Ontem, dia 04 de abril, foi o aniversário de Beatriz Cameli. A cada dia ela se firma como uma referência de dignidade, de altruísmo, de legítima ação social. Seu trabalho na recuperação de adictos, no incentivo à formação de jovens, de cidadania e educação, suas pesquisas sobre a história e as tradições do Acre e do Juruá, sua dedicação em preservar o legado do esposo, o falecido governador Orleir Cameli, tudo isso mostra as facetas múltiplas dessa grande mulher. A ela, todas as homenagens e os votos de felicidade e paz.

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