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COLUNA POLÍTICA | Garis

Desde a campanha se sabia que o prefeito tinha interesse pessoal em certas empresas e pessoas da limpeza urbana

03/04/2021 00h00 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Varrição da capital está comprometida por falta de contrato da prefeitura
Varrição da capital está comprometida por falta de contrato da prefeitura

Sem limites

A prefeitura de Rio Branco ultrapassou todos os limites do bom senso. A promessa de ética, de moralidade se esvai em comportamentos e ações repulsivas. Esta semana, dois fatos comprovaram que não há limites para a insensatez e a manipulação na gestão municipal.

Garis

A prefeitura deixou vencer o contrato da empresa responsável pela varrição das ruas, desempregando nessa semana 130 garis. Isso depois de brigar por três meses para romper o contrato. O que deveria ter feito a prefeitura? Simples, licitado novo contrato ainda no início do ano, para que os interessados pudessem concorrer em igualdade de condições. Aliás, o edital da licitação estava pronto e a ex-prefeita havia deixado, por força de lei, para a nova gestão operacionalizar. Nada foi feito.

E agora?

A situação é a seguinte: sem empresa, não há varrição, A prefeitura diz que isso não será problema e que na segunda-feira contratará outra empresa terceirizada. Isso quer dizer, sem licitação. De forma emergencial, tal como fez com a empresa de mídia de sua campanha contratada para gerar a publicidade da prefeitura sem licitação.

Acinte

Isso é um acinte, uma burla da lei, usar a situação de emergência para contratar quem quiser, da forma que desejar. No caso da limpeza urbana, desde a campanha se sabia que o prefeito tinha interesse pessoal em certas empresas e pessoas. Não há justificativa ética para essa posição. Joga por terra toda a promessa de austeridade e transparência.

Cancelado

A prefeitura cancelou o edital de tomada de preços sem licitação para a contratação de empresa para a varrição, diante do absurdo e evidente ilegalidade da medida. Ou seja, oficialmente não há garis para varrer as ruas da cidade. E segue o barco.

Chapéu dos outros

Outra ação lamentável foi a do prefeito se deixar fotografar como um carregador da Loja Gazin, carregando geladeiras compradas pela Energisa para entregar à população,  querendo usufruir popularidade com esse gesto. Balela. A participação do prefeito Bocalom no processo é nula. Trata-se de uma demanda que começou ainda em 2020, de obrigação da Energisa de repor equipamento estragado aos consumidores e que foi intermediada pela prefeitura na gestão Socorro Neri, que  fez a pesquisa dos beneficiários e apresentou relatório que agora está sendo seguido pela empresa. Talvez só sobre mesmo para Bocalom carregar as geladeiras...

Enganosa

Por fim, a prefeitura convocou as pessoas de 62 anos para tomar a vacina e não havia estoque, o que mostra a desorganização do setor municipal. Por essas e outras é que o governo do estado vai usar a estrutura própria para vacinar com as doses que vai receber do consórcio de governadores.

Bate-boca

Em vez de se explicar pela convocação de idosos sem ter vacina disponível, o secretário municipal de saúde prefere ficar trocando impropérios com deputados. Essa arrogância, essa postura triunfalista de herói das redes sociais ainda vai custar muito caro.

Liberada

A Anvisa liberou o uso da vacina Sputnik V no país, o que deve agilizar a entrega para os estados, que já têm autorização para programarem seu uso, de acordo com suas prioridades, dentro do campo da campanha nacional. Uma reunião com oito governadores do consórcio, incluindo Gladson Cameli deve ocorrer no começo da semana.

Nem contra nem a favor

Não é questão de ser contra ou a favor do lockdown. O que precisa ser equacionado é sua extrema necessidade ou não. É só olhar os números que apontam que a tragédia da COVID no mês de março pode se tornar ainda pior em abril. Só ontem foram 863 novos casos confirmados, com onze mortos. Não dá para brincar com a doença.

Fronteira

O governo boliviano voltou a fechar o trânsito de brasileiros na fronteira de Cobija, para evitar a disseminação da variante amazônica do vírus. Essa é a realidade a que o Brasil chegou: um pária internacional, sendo rejeitado por seus vizinhos.  Em cada 3 novos casos de COVID no município, um é brasileiro. E o governo continua em negação.

Recomendação

Enquanto o governo espera que este seja o último fim de semana de graves restrições nos comércios e serviços, o promotor Gláucio Ochiro recomenda a adoção de medidas mais duras, diante do agravamento do quadro da pandemia na capital. O governador tende a repassar as orientações para os prefeitos, que deverão tomar as medidas que julguem cabíveis.

Sem alarde

Sem alarde, o governo do estado vem fazendo grandes mudanças na estrutura do governo, em postos chave, com pessoas mais confiáveis e fiéis. Não deve ficar só nisso. Novas mudanças devem acontecer inclusive no primeiro escalão.

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