Quinta, 15 de Abril de 2021 10:12
(68) 99971-5137
Política Opinião

COLUNA POLÍTICA | Vice

Há indícios de que o candidato in pectoris ou predileto do governador pode ficar no partido, tornando as coisas mais fáceis

31/03/2021 11h08 Atualizada há 2 semanas
431
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Aliança do Gladson Cameli e MDB para 2022 é pensada desde agora
Aliança do Gladson Cameli e MDB para 2022 é pensada desde agora

Consertando a besteira

Foi preciso que os vereadores consertassem o absurdo feito pela prefeitura. A Câmara Municipal aprovou projeto do vereador Hildegard Pascoal e isentou do pagamento do IPTU os contribuintes que tiveram suas casas alagadas. Mostrou a sensibilidade que o prefeito não teve em nenhum momento, preferindo garantir uns trocados dos mais pobres do que fazer um gesto de humanidade. Agora é estar atento para que a prefeitura não avoque como sua a ideia que nasceu no parlamento.

Batata quente

O comando da Câmara Municipal recebeu uma batata quente da gestão passada. Situação tão grave que levou ao corte de luz de gabinetes de vereadores.  Há falhas por todos os lados e não só a antiga mesa diretora pode ser culpada, mas o conjunto de vereadores, que sabia e fazia farta distribuição de verbas entre os parlamentares, com algumas mordomias questionáveis e que nunca foram questionadas pelos zelosos edis. Deu no que deu. Agora é apertar o cinto nessa nova legislatura.

Vice

Grande parte do MDB quer a aliança com Gladson Cameli para a eleição do próximo ano e impõe como condições a indicação do vice e o apoio ao senado. O que muito veem como excesso de apetite, pode se mostrar menos grave. Há indícios de que o candidato in pectoris ou predileto do governador pode ficar no partido, tornando as coisas mais fáceis. Com a ressalva de que Gladson poderia escolher quem lhe aprouvesse para companheiro de chapa no MDB.

Senado

Quanto ao senado, como já lembrava Fernando Collor, o tempo é senhor da razão. É um problema para o MDB resolver internamente, antes de impor a candidatura. Flaviano quer a indicação, Vagner Sales quer a filha Jéssica, Márcio Bittar assunta para ver como fica a possibilidade da esposa Márcia, seja em que partido for. Sem que o MDB se resolva, qualquer proposta de apoio agora é prematura.

Dissidentes

Embora todos os caciques apareçam sorridentes na foto, uma aliança do MDB como uma unidade sólida nunca aconteceu, desde a eleição de Flaviano Melo ao governo. De lá para cá, o partido sempre se dividiu em alas autônomas, encasteladas em suas províncias eleitorais. Por isso o partido deixou de ser hegemônico no estado.

Crescimento

São as dores do crescimento. O mesmo aconteceu com o PT. Enquanto o partido cabia no fusca do Nilson Mourão, embora diversas alas procurassem influenciar ideologicamente, havia uma unidade na ação e na definição das candidaturas. No segundo governo de Tião Viana, as alas e os interesses já não eram conciliáveis e a prova do afastamento dessas correntes foi a dupla candidatura ao senado, crucial na derrota de Jorge Viana à reeleição e do partido como um todo em 2018. Agora, na oposição, o PT tenta recolher os cacos e se unir outra vez, com a grande bandeira da candidatura de Lula.

Pelas beiradas

O governador Gladson Cameli sabe que a política em Brasília é como um mingau quente e que é preciso comer pelas beiradas. De sua última viagem, voltou com grandes novidades e boas notícias. A ponte será entregue no final do mês de abril, parece que desta vez sem novos adiamentos. O Acre terá um incremento de 30% no total de vacinas a serem enviadas nas próximas semanas. O envio de cilindros de oxigênio será reforçado.

Obras

E Gladson ainda conseguiu duas cerejas para seu bolo: a liberação das obras do anel rodoviário de Brasiléia e Epitaciolândia, obra crucial de seus compromissos eleitorais e o necessário viaduto na corrente. Além de imprescindíveis, duas obras com alto potencial para influir na eleição do próximo ano.

Mudança

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, admitiu que será quase obrigatória a revisão da lei do orçamento aprovada na Câmara e que tem situações absurdas. Está aberto a um substitutivo a ser enviado pela equipe econômica, embora queira preservar e puxar a brasa para o Senado, da verba de emendas parlamentares, que foi inflada para R$ 42 bilhões pelo relator Márcio Bittar.

Justificando-se

O senador Márcio Bittar explicou em entrevista ao O Globo que poderá rever as emendas extras incluídas no seu parecer para ajudar a solucionar as dificuldades apontadas pela equipe econômica em executar o orçamento deste ano. “Sempre fui um aliado do governo. Se eu puder ajudar, não vou criar problemas”, afirmou. “Por enquanto o que posso dizer é que não fiz nada sem o conhecimento da Economia. Corte na Previdência, mudança no auxílio-doença, que depende de uma MP (medida provisória), abono salarial, seguro-desemprego. Nada disso foi invenção minha”, disse o senador.

Verdade

Em uma coisa Bittar tem razão: a maioria dos absurdos de seu projeto de orçamento não nasceu de sua cabeça. Até porque a falta de formação e experiência profissional do senador na área não permite esses voos de planejamento e de soluções econômicas. Como a equipe econômica rejeitou muitas das propostas, fica a pergunta de quem pode ter soprado para o senador acreano o corte de despesas obrigatórias, a pedalada fiscal inevitável.   Nem Márcio Bittar teria condições de fazer essa lambança sozinho.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Acre em notas
Sobre Acre em notas
Painel sobre política e bastidores das notícias.
Rio Branco - AC
Atualizado às 12h02 - Fonte: Climatempo
28°
Nuvens esparsas

Mín. 23° Máx. 29°

32° Sensação
7 km/h Vento
79% Umidade do ar
90% (12mm) Chance de chuva
Amanhã (16/04)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 22° Máx. 30°

Sol, pancadas de chuva e trovoadas.
Sábado (17/04)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 22° Máx. 30°

Sol, pancadas de chuva e trovoadas.