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Ciência e Saúde Opinião

O pai tá on!

A Pólis ao redor entrou em alvoroço em três tipos de discurso, um que pode ser nomeado aqui como possibilidade, outro que pode ser nomeado de ressentimento e por fim o discurso que podemos chamar de indiferente

12/03/2021 18h32 Atualizada há 6 meses
Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Ex-presidente Lula em discurso na sede do sindicato dos metalúrgicos em São Paulo.
Ex-presidente Lula em discurso na sede do sindicato dos metalúrgicos em São Paulo.

Por Talita Montysuma

Essa semana recebemos a notícia de que o ex presidente Lula está elegível para disputar a presidência para 2022 e automaticamente a Pólis ao redor entrou em alvoroço em três tipos de discurso, um que pode ser nomeado aqui como possibilidade, outro que pode ser nomeado de ressentimento e por fim o discurso que podemos chamar de indiferente.

Tais discursos, assim como todos discursos, sempre serão carregados de política e ideologia sendo passado e se fazendo circular como um enorme telefone sem fio através de seus interlocutores, sejam na mediocridade da vida cotidiana que podemos colocar como exemplo os núcleos familiares, trabalho, escolas, grupo de condomínio e etc. Aos coletivos como partidos políticos, igrejas e etc e não existe um discurso que carregue a verdade absoluta estamos sempre trabalhando com a meia verdade ou com a “nossa verdade”.

Digo também que nossa sociedade se organiza por meio desses discursos proferidos por Presidente, Governador e Prefeito (representando simbolicamente pelo Nome-do-pai) que escolheremos de acordo com a nossa identificação que nada mais é que: escolho alguém que se parecerá com o quem sou.

Dito isso temos que lembrar por sobrevivência iremos nos transformar em algum momento em “Massa” e iremos como hipnotizados fazer tudo que for necessário pra manter a “alma coletiva”, essa sensação dá as pessoas a fantasia de poder muito grande como disse Freud no texto Psicologia das massas e análise do eu.

É nessa fantasia que mora o perigo, pois como disse no começo desse texto tem uma “massa” que com a volta do Lula está confiante de uma outra possibilidade – a possibilidade de giro de discurso – futuro pautado na ciência de na estratégia econômica, investimentos e incentivos na educação básica e ciência nas universidades e de “comer uma pinha e tomar uma cervejinha”.

No contra ponto dessa fantasia temos os ressentidos representados por um discurso menos alegre e desajeitado dando a impressão de que não sabem muito bem porque estão ali, gosto de pensar que talvez por desespero e não maldade Dizem coisas como – Não sou coveiro, enfia máscara no rabo, deixa de mimimi, discurso ganho com fake news e mitos que muitos acham que foram enganados, mas isso não é verdade O Bolsonaro em campanha nunca disse o iria fazer de concreto em seu plano de governo, só que iria tirar o PT (e cumpriu) e flexibilizar as armas (parcialmente cumprido) no mais ele foi sincero em dizer não sabia das outras pastas e que isso iria deixar para os outros e que o negócio dele era “matar gente” (aqui fica para a livre associação).

Mas o discurso que penso ser mais perigosos que os outros dois, pois os outros dois se posicionam – sou direita! Sou esquerda! Admiro Ustra! Admiro Che Guevara! – já o indiferente está não omite opinião clara do que deseja, fica a espreita do que sobra e é subserviente a quem estiver no poder O filosofo italiano Gramsci tem um texto sobre essa “massa” chamado “eu odeio os indiferentes”, são isentos, os “nulos ou indecisos”, ele dizia que essas pessoas são parasitas, canalhas peso morto da história e que os discursos do “mal” só se sobrepôs por existir anteriormente o discurso da indiferença – todo político é ladrão, não voto nem em Lula e em Bolsonaro, pra mim é tudo igual  e não refletem sobre os futuro achando que se hoje sua “não” escolha exime do fardo, da morte, do desamparo do governo atual. Gramsci: Alguns reclamarão piedosamente, outros blasfemarão obscenamente, mas ninguém, ou alguns poucos se perguntarão: se eu tivesse tentado fazer valer minha vontade, teria ocorrido o que ocorreu?

Mas independente dos discursos onde estamos inseridos hoje, não sei até quando “O pai tá on!”

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Talita Montysuma
Sobre Talita Montysuma
Psicóloga, especialista em Clínica Psicanalítica.
Rio Branco - AC
Atualizado às 08h18 - Fonte: Climatempo
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