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COLUNA POLÍTICA | Pesar

E também por culpa do governo federal, negacionista e criminoso, que atrapalha o esforço dos governantes estaduais e municipais, que sonega as vacinas que se apresentam como única solução a curto e médio prazo

01/03/2021 05h54 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
O governador e a primeira-dama subiram as escadas do Palácio Rio Branco com uma coroa de flores em respeito às vítimas. Foto: Diego Gurgel/Secom
O governador e a primeira-dama subiram as escadas do Palácio Rio Branco com uma coroa de flores em respeito às vítimas. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mil

O Acre chega ao número emblemático de mil mortos pela pandemia. 998 para ser exata até domingo à noite. O governador Gladson e a primeira-dama Ana Paula Cameli prestaram tocante homenagem depositando coroas de flores em homenagem às vítimas da COVID na escadaria do Palácio Rio Branco, solenemente coberto por um tapete negro e na entrada do INTO, na ala dos doentes internados.

Pesar

O que mais entristece é que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas, se as medidas de distanciamento, de quarentena, de uso de máscaras e outras medidas fossem seguidas com mais rigor por uma população que perdeu o poder da empatia e da solidariedade, que continua fazendo festas, se aglomerando, exigindo que se leve uma vida normal, quando a doença segue matando. E também por culpa do governo federal, negacionista e criminoso, que atrapalha o esforço dos governantes estaduais e municipais, que sonega as vacinas que se apresentam como única solução a curto e médio prazo.

Vacinas

O governador teve que falar sobre a vacinação e deixou claro que é competência de cada prefeitura. Que cabe ao estado repassar o pouco que recebe. E atribuiu ao pouco tempo de administração na prefeitura da capital, os sérios problemas enfrentados. Na verdade, a culpa é de pessoas que querem inventar a pólvora, que já foi testada há tempos. A prefeitura tinha uma estrutura de vigilância sanitária e vacinação montada, como tinha de combate à dengue. Desarticularam tudo, pretensamente para criticar a gestão passada e meteram os pés pelas mãos. Virou bagunça.

Perigo

A prefeitura está fazendo algo ainda mais perigoso do que o desastre da vacinação sem planejamento. Está abrindo as URAPS e toda a estrutura da saúde municipal para receber pacientes com sintomas e os já confirmados com COVID. Isso é criar uma fonte de contágio nas unidades de saúde, especialmente para pessoas com outras doenças e necessidades que procuram atendimento. Vai contra todas as regras de isolamento e de conveniência.

Precoce

Na gestão passada da prefeitura, o atendimento a casos simples e aos assintomáticos era feito remotamente. Por tele consulta, mantendo o isolamento domiciliar do paciente. Tal como é feito para clientes de planos de saúde, que adotam também a tele consulta. No esquema que estava em vigor, se fosse necessária consulta ou internação, havia locais previamente selecionados só para doentes de COVID, evitando o contato com outras necessidades médicas. Agora, no auge da pandemia, acabaram com isso e aumentou o perigo de contágio.

Viagem

O prefeito Bocalom justificou a demissão do jornalista que fez a pergunta julgada inconveniente ao presidente, alegando que ele estava teoricamente em horário de trabalho na prefeitura, mesmo que remoto, e não poderia estar exercendo outra atividade, não poderia estar presente em local não autorizado por seu empregador. Muito bem, o mesmo prefeito que tomou essa decisão viajou e vai passar três dias fora, pelo menos, para tratar assuntos particulares, no horário em que deveria estar trabalhando na prefeitura. Dois pesos e duas medidas.

Nada contra

Nada contra o prefeito viajar para visitar sua esposa acamada. É natural e louvável o amor e a dedicação que Bocalom reserva à esposa. Mas se é direito dele se ausentar do serviço que deveria fazer, para isso, não pode punir um servidor que faz semelhante para trabalhar em sua profissão, sem prejuízo para suas funções na prefeitura. Isso é que é errado.

Orçamento

O senador Márcio Bittar decidiu recuar da intenção de acabar com o percentual fixo do orçamento dos entes federativos para Educação e Saúde. Mas, segundo a influente jornalista Helena Chagas, sequer isso foi de iniciativa do senador acreano. Ela escreveu ontem em sua coluna: “em tempo: a mão que apresentou a primeira versão do relatório foi de Bittar, mas a que o escreveu está no Ministério da Economia. O senador vem, na verdade, funcionando como uma espécie de “laranja” de Guedes e equipe na redação de seu parecer." Quem quiser que tire satisfação com a jornalista.

Fronteira

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União tentam impedir na Justiça Federal do Acre a proposta da AGU (Advocacia Geral da União) que pediu autorização para o uso da força policial contra o grupo de imigrantes haitianos e de outros países que bloqueia a Ponte da Integração, em Assis Brasil. A AGU quer a retirada dos manifestantes e que os líderes do movimento sejam identificados por oficial de Justiça, podendo ser multados em R$ 50 mil por hora, sob o argumento de que o protesto tem causado prejuízos econômicos.

Litígio

O juiz da 2ª Vara Federal do Acre, Herley da Luz Brasil, intimou o MPF e a DPU, a se manifestarem sobre o pedido da AGU, afirmando que a situação é delicada, “em razão da vulnerabilidade social e econômica de imigrantes e do momento histórico da pandemia da Covid-19". A DPU se manifestou pedindo que seja realizada, antes de qualquer ação policial, uma audiência de justificação/conciliação na próxima quarta-feira (3) "visando a desobstrução consensual e pacífica da via pública", com a presença de representantes de todos os ministérios, prefeitura, governo estadual, polícias e "representantes do grupo de não nacionais que ocupa a Ponte de Integração”. Nada mais justo.

Para onde

A questão principal é que a ação policial não resolve. Vão fazer o que com migrantes, entre eles, crianças, mulheres grávidas, doentes. Vão levar para onde? Como multar quem não tem nada? A solução é assistência, diálogo, diplomacia e não polícia. Até porque não houve um único ato de violência por parte dos imigrantes, que fazem uma vigília pacífica e respeitosa, embora desesperada.

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