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Saúde Gravíssimo!

Médico aponta colapso de vagas de UTI, aumento de mortes dos mais jovens e sem comorbidades e condena aglomerações

Em publicação nas redes sociais, dr. Fernando Máximo explica que as novas cepas são mais contaminantes, mais fortes e que 44% dos óbitos são de pessoas mais jovens e sem comorbidades

25/02/2021 10h45 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Médico e secretário de Saúde de RO Fernando Máximo. Reprodução.
Médico e secretário de Saúde de RO Fernando Máximo. Reprodução.

O médico Fernando Máximo, secretário de estado de saúde de Rondônia, postou essa madrugada em seu Facebook um alerta à população de Rondônia, que serve plenamente para a situação existente hoje no Acre. O estado pode se aproximar rapidamente do caos em que se encontra o vizinho, que está com todos os seus 300 leitos de UTI ocupados, fila de espera, mortalidade em alta e com tendo que enviar mais de 90 pacientes em estado grave, 60 deles intubados para outros estados, que já avisaram que não têm condições de receber novos doentes por também estarem com a UTIs lotadas.

O médico confirmou que as cepas novas que estão presentes naquele estado – assim como no Acre – são mais transmissíveis, mais graves, podendo reinfectar quem já passou pela COVID. Segundo ele, a principal característica dessa nova variante é que 44% das pessoas que não resistem e morrem são de faixa etária mais baixa, mais jovens e que não possuíam nenhuma comorbidade.

Diante dessa situação, o médico Fernando Máximo fez um dramático apelo à todas as pessoas que, mesmo assim, se aglomeram e não seguem as recomendações sanitárias, que fazem festa, reuniões, não usam máscaras. “Nós não temos leito de UTI para sua mãe, para seu pai, para sua tia, namorada. Não tem leito de UTI para você”. Ele alerta que os pacientes que acreditam que podem recorrer à rede privada estão iludidos, porque também não há condições de atender novos pacientes nesses hospitais e nem em transporte por UTI aérea, para outros estados que também estão com as vagas sobrecarregadas.

A análise, para ele é clara. A solução é se cuidar, porque as cepas novas estão no ambiente. E que aquele estado, como o Acre, não consegue aumentar leitos de UTI porque as equipes de saúde estão trabalhando no limite, com muitos profissionais também fora da linha de combate também infectados. Explica que ainda não deu tempo para a vacina fazer efeito, criar os anticorpos e os profissionais da saúde estão expostos à infecção. Ontem, Porto Velho fechou cinco leitos de UTIs por falta de médicos. Dez profissionais de um único hospital estão com COVID.

Essa situação se replica exatamente da mesma forma no Acre, que pode alcançar estágio semelhante em questão de dias, mesmo com todo o esforço do governo do estado em abrir novos leitos.

O Dr. Fernando aponta que os profissionais de saúde estão exaustos física e mentalmente. Explica que não adiante o governo, a secretaria de saúde trabalharem 24 horas por dia, se cada um não fizer a sua parte. “Eu preciso contar com você, cidadão e não sei mais o que fazer para conseguir isso. Quantas vezes temos falado e tem gente que insiste em não obedecer. Mas preciso falar de novo e repito: não há vagas em UTIs, para quem é rico, para quem é pobre, homem, mulher, novo, velho, não há vagas”. E termina pedindo que Deus abençoe a todos e livre a todos da pandemia.

A reação do médico mostra um quadro que pode se reproduzir a qualquer momento no Acre que está já em situação de colapso do sistema de saúde por conta do avanço da COVID.

Assista ao apelo no vídeo:

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