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Política OPINIÃO

COLUNA POLÍTICA | Invasão

Centenas de pessoas ultrapassaram as barreiras da ponte e invadiram o Peru e foram duramente reprimidos naquele país.

17/02/2021 20h37 Atualizada há 1 semana
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Por: Redação Fonte: Acreaovivo.com
Policial do GEFRON da PMAC acolhe criança imigrante.
Policial do GEFRON da PMAC acolhe criança imigrante.

Invasão

Os imigrantes que esperavam para cruzar a fronteira com o Peru cansaram de esperar soluções diplomáticas e paliativas. O Governo Federal do Brasil não moveu uma palha para buscar opções. Apesar dos apelos do governador Cameli e da bancada acreana, nada foi feito. Então centenas de pessoas ultrapassaram as barreiras da ponte e invadiram o Peru e foram duramente reprimidos naquele país. Mais uma vez o Brasil se omite diante da crise humanitária. Triste isso.

De volta

O governo peruano não admitiu a invasão e devolveu boa parte do grupo para o lado brasileiro da ponte. E a população de Assis Brasil tem que conviver com essa situação. São cerca de 500 pessoas, vidas que têm o direito de desejar um futuro melhor, a maioria vítima de ações de coiotes que os abandona ao menor sinal de problemas. Tristes tempos.

Sem fim

Nada é tão ruim que não possa piorar. Depois da Covid-19, da enchente, da dengue, Rio Branco sob paralização dos ônibus. Motoristas insatisfeitos com a falta de solução para seus salários e empresas querendo pressionar a Prefeitura. Mais um passo para o caos. Ontem, nas redes sociais, perueiros defendiam que Bocalom autorizasse o transporte por vans. Essa é uma daquelas ideias perigosas, pois uma vez liberadas, nunca se conseguirá controlar.

Vans

Por que o transporte por vans não pode ser liberado? Porque onde aconteceu isso formou-se um verdadeiro cartel, uma fonte de propinas, de irregularidades. A corrupção corre solta, sem controle. E inviabiliza ainda mais a melhoria do transporte urbano, enche as ruas de veículos, precariza o transporte. No Rio de Janeiro e São Paulo, os perueiros são uma máfia perigosa.

Sacolões

O empresário Eládio Cameli e dona Linda, pais do governador, deram um raro exemplo para os acreanos. Doaram mil e quinhentos sacolões para os desabrigados e atingidos pela enchente. Se mobilizaram em Manaus para ajudar quem precisa aqui no estado. Bem que os empresários acreanos, gente que vive de postar nas redes suas vidas de luxo, seus privilégios, poderiam fazer o mesmo. Esta é a diferença de quem quer realmente colaborar com a sociedade: a solidariedade no momento certo. A FIEAC, por exemplo, só arrecadou 200 sacolões e kits de limpeza.

Crise

Enquanto isso vai se perdendo o controle da epidemia no estado. Não foi por falta de aviso ou de medidas de prevenção por parte do governo, tão atacado quando apertou as medidas de distanciamento. Agora que a situação está crítica, desaparecem os negacionistas, os políticos que insistiram na abertura do comércio, os religiosos de ocasião. O vírus não faz acepção de pessoas. Mata a todos igualmente.

Lenha

O absurdo do preço do gás, em um governo que prometeu na campanha o botijão a R$ 35,00 alcançando agora mais de R$ 120 na capital e R$ 150 no interior, está revivendo os tempos do uso da lenha para substituir, muitas vezes em fogareiros improvisados e perigosos. O pior é que, na época de chuva, até a lenha é escassa. Ninguém oferece alternativas.

Igual

O prefeito Tião Bocalom seguiu o governador e também decretou situação de calamidade em Rio Branco. A capital vive uma emergência em saúde com a qual a Prefeitura não sabe lidar. Ao mesmo tempo em que anuncia a policlínica Barral y Barral como referência para dengue, instala lá posto de vacinação contra a Covid-19. E sequer apresenta o plano municipal de imunização.

Lei

Existe uma lei que proíbe o uso de logomarcas de gestão na Prefeitura. Prática comum em várias administrações, quando cada prefeito impunha sua marca. Não pode mais. Só o uso do brasão oficial é que pode. Mas o prefeito Tião Bocalom está bolando um meio de burlar essa limitação. Divulgou ontem nos stories do Instagram nova identidade visual das secretarias e órgãos públicos municipais que serão identificados com arte própria ao lado do brasão da prefeitura. Com a palavra o TCE.

Textualmente

A Lei Complementar nº 52 de 09 de novembro de 2018 “Institui o uso obrigatório do brasão de armas do município de Rio Branco nos veículos oficiais, prédios públicos, maquinários, uniformes e propagandas institucionais, proíbe o uso de logotipo ou quaisquer símbolos de governo nesses itens e dá outras providências”.

Em casa

Como desdobramento natural do relaxamento da prisão do empresário envolvido na Operação TROJAN, que investiga denúncias de superfaturamento na venda de computadores, todos os que estavam detidos tiveram o benefício da prisão domiciliar, com medias cautelares. É o que a lei impõe.

Brasil

País está de cabeça pra baixo, definitivamente. Em menos de 10 anos, o cobrador de ônibus do Rio de Janeiro que falsificava atestado médico, vira soldado da Polícia Militar com péssima ficha e Deputado Federal. O arrogante e energúmeno Daniel Silveira agora quer fechar o STF. Esse país está virando o quê minha gente? O caos se instalou no Brasil, de norte a Sul.

Nesses tempos, essa turma adota dois caminhos na discussão: ataca pessoas ou instituições, ou mente. Descaradamente.

Escárnio

Um ano de pandemia e negação. Um ano de mortes, muitas mortes. Um ano de falta completa de gestão na saúde. Um ano de atropelos, mandos e desmandos. Um ano de cloroquina, ivermectina, chiclete e leite condensado. E neste cenário, uma pessoa feliz: o presidente e brincando com a morte alheia. Um escárnio.

Doentes

Difícil saber qual é essa outra doença que acomete gente como um amigo meu, que não tem dinheiro para comprar arma, que perdeu o emprego, quase morreu de Covid-19, defende a cloroquina, mas disse que em 22 é mito na cabeça. Doente!

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