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MPAC consegue na Justiça condenação de seis pessoas em Acrelândia por tentativa de homicídio

Segundo as investigações, a vítima e sua família se mudaram para Acrelândia em 2019, pois temiam que as ameaças de morte feitas no período que residiam em Porto Acre, por outros integrantes da mesma facção, por fim, se concretizassem

01/12/2020 09h38
Por: Denis Henrique Fonte: MPAC
MPAC consegue na Justiça condenação de seis pessoas em Acrelândia por tentativa de homicídio

 

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da Promotoria de Acrelândia, representada pela promotora de Justiça substituta Bianca Bernardes de Moraes, obteve êxito, perante o plenário do Júri, na última quinta-feira (26), no pedido de condenação de tentativa de homicídio por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, integração em organização criminosa, corrupção de menores, posses de armas de fogo de uso permitido e de uso proibido de seis réus denunciados: Jamaícon Silva Santos, Thais dos Santos Chagas, Gleiciane Araújo Dutra, Bruna de Souza Ferreira, José Lucas Menezes Rodrigues e Dante Soares da Silva.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPAC em 2019, Bruna e Gleiciane, líderes da ala feminina de uma facção em Acrelândia, teriam cedido armas e identificado a vítima através de fotos, objetivando garantir o sucesso da empreitada criminosa do homicídio, que seria concretizado por Jamaícon Silva, Thaís dos Santos, José Lucas e Dante Soares, apontados como executores, além da participação dos menores de idade.

Segundo as investigações, a vítima e sua família se mudaram para Acrelândia em 2019, pois temiam que as ameaças de morte feitas no período que residiam em Porto Acre, por outros integrantes da mesma facção, por fim, se concretizassem.

No entanto, uma vez residindo no novo município, foram reconhecidas e novamente ameaçadas. Em junho daquele ano, os executores Jamaícon, Thaís, José Lucas, Dante, na companhia de dois menores, após se dirigirem à casa da vítima com armas cedida pela denunciada Bruna de Souza e identificação feita por Gleiciance Araújo, só não lograram êxito em consumar o homicídio por conta da falha nos disparos, dando tempo suficiente para a vítima fugir.

Os três advogados dos acusados pleitearam a absolvição e a participação de menor importância, devido ao não reconhecimento de qualificadoras.

No entanto, o corpo de sentença reconheceu, em sua integralidade, os pedidos formulados pelo Ministério Público desde a denúncia, e condenou os réus a penas que variam de 18 a 22 anos de prisão.

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