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Angelina Freitas

Ninguém para New York! - por Angelina Freitas

Quando o Covid criou força e atingiu a metade dos nova- iorquinos, muitas pessoas deixaram Manhattan e foram viver nos subúrbios ou se mudaram para outras cidades

30/09/2020 14h49
Por: Denis Henrique Fonte: Acreaovivo.com
Ninguém para New York! - por Angelina Freitas

 

A cidade de Nova Iorque sofreu muito com a contaminação do vírus Covid-19 , foi a cidade nos EUA que teve mais mortes. A ilha de Manhattan por ser um lugar pequeno, onde fica impossível manter o distanciamento entre as pessoas, seja nas ruas ou nos transportes públicos porque está sempre muito lotado, e foi a causa disso que o vírus se procriou rapidamente.

Quando o Covid criou força e atingiu a metade dos nova- iorquinos, muitas pessoas deixaram Manhattan e foram viver nos subúrbios ou se mudaram para outras cidades. New York ficou vazia, ficaram os mendigos perambulando pelas ruas e poucas eram as pessoas que se atreviam sair pra fazer compras essenciais. Os jornais anunciavam a morte de New York, mas NY não morre, ela é como Fênix , ressuscita das cinzas.

Sempre foi assim e sempre será. Nova Iorque é uma cidade guerreira, ninguém consegue parar ela por muito tempo.

Voltei a Big Apple essa semana, e vi uma cidade mudada, mais tranquila, com menos gente, o turismo ainda está proibido. A maioria dos hotéis está fechados, os restaurantes estão funcionando somente do lado de fora, a ruas ficaram mais estreitas dando lugar para os cercadinhos dos restaurantes acomodar as mesas. Entre uma mesa e outra tem uma separação de vidro. O uso da máscara é prioridade, e todos estão conscientes que é importante usar- la.

Ficou até charmoso essa nova maneira de comer do lado de fora, embora eu não sei por quanto tempo isso pode durar, daqui a pouco o frio vai chegar e comer do lado de fora não será uma boa ideia. Novembro é um mês que chove muito em NY, isso também pode dificultar as coisas por lá.

Eu morei 15 anos em NY e vivi a crise econômica de 2009 onde teve uma queda significativa na economia da cidade, o que está acontecendo agora não é tão diferente daquela época. Não vi medo nas pessoas, as coisas parecem que estão voltando ao normal, a cidade está se reerguendo de novo.

Os restaurantes da Segunda e Terça Avenida no Upper East Side,  estão bombando a noite, tem sempre fila de espera. Não tem distanciamento social, fica uma aglomeração de gente, voltou a energia das pessoas e junto com ela a vontade de sair. Os nova - iorquinos não gostam de ficar em casa.

Escutei muito falar da violência da cidade, sinceramente não vi nada disso, NY sempre foi cheia de malucos, casos estranhos sempre aconteceram em NY, não é de hoje.

Entrei nas galerias do metrô e percebi que os cartazes das publicidades que ficam grudados nas paredes, são todos velhos, do mês de janeiro e fevereiro. Em março a cidade parou, nenhum evento aconteceu, isso me chamou a atenção porque eu sempre lia essas publicidades pra saber o que estava acontecendo de novo, é muito estranho ver NY parada, mas tenho certeza que não será por muito tempo.

New York , eu ainda continuo te amando, te vejo de novo, em breve!!

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Angelina Freitas é jornalista brasileira radicada nos EUA

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Sobre Angelina Freitas
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Atualizado às 15h42 - Fonte: Climatempo
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